Saturday, September 05, 2015

FUI À PROCURA ...


Fui pelas ruas do destino,
à procura dos afetos,
longe ou perto,
tantos encontrei nos sorrisos de cada ser,
na partilha de cada viver;
fui à procura das amizades,
e encontrei tantas quantas,
como tão sinceras e prontas,
a brotarem dos fraternais felizes corações;
fui à procura da beleza,
a que se espalha no universo,
a que amo e peço,
e encontrei-a a florir nos horizontes da natureza,
à espera que a abracem na sua infinita pureza;
fui à  procura da paz e do amor,
vindos de que raça for,
porque meu coração deles recebia,
e encontrei abraçados na brisa que os corações a tinha.

Quando se procura,
não importa como se encontrar:
no meio dos espinhos,
haverá sempre uma flor que brotará;
no rescaldo do ardor consumido,
sempre renascerá o amor renovado;
no meio da multidão,
sempre se encontra seres com a felicidade,
possuidores da paz e do amor.

Sempre vale a pena procurar o que mais idealizamos,
levando os sonhos no coração da esperança,
porque se virá cheio com as flores da alegria,
da felicidade e da paz, encontra

 Valdemar Muge

Saturday, August 29, 2015

O ABRAÇO


Dá-me o abraço da saudade
das recordações que por nós passaram;
Dos felizes dias que não voltaram
a estas manhãs das realidades.

Dá-me tantos, quantos possais dar
pra abafar esta saudosa mágoa,
tristeza tanta, quanta corre em leito de agua
e quantos serão precisos para a enxugar.

Dá-me o teu abraço da saudade
para secar estas tantas saudosas lágrimas;
Quão tantas estão nestas páginas
que já vêm do tempo da mocidade.

Vem, dá-me o abraço,
esse sincero elo da nossa amizade!
Deixa que nossos corações abram o afecto;
que as palavras digam as sinceridades;
os olhos se cruzem na amizade.
Assim, nossas almas jamais se separarão
nesta vida que percorremos.

Valdemar Muge

Saturday, August 22, 2015

O PRISIONEIRO DE SONHOS


Fui prisioneiro de quantos sonhos construídos,
de tantos desejos que fossem concretizados.
Quantos moldei com actos de afecto e carinho;
quantos viveram na luz da esperança
de serem realizados;
quantos foram escritos com palavras sentidas
que o coração exala.

Fui prisioneiro de ilusões,
de desejos que me consumiam,
mas na realidade da vida,
nem sempre se vê esses desejos sonhados.
Como tantos são os sonhos
que alimentam os desejos da vida!
Que força esta que faz e quer vencer
os obstáculos que a vida dá.
Como a vida é recheada de sonhos,
é fonte construtora desses desejos
que nos galvaniza;
como neles floresce quanto amor à vida
e só por isso, vale a pena ter nascido,
para ter abraçado esse maravilhoso dom.
Eles viveram no silêncio de cada dia,
despertavam nas madrugadas das auroras
e descansavam ao crepúsculo das tardes
que adormeciam.
É razão de vida que cresce e se propaga
na vida de cada ser.

Sempre sonharemos
até encontrarmos as possíveis realidades

 Valdemar Muge

Saturday, August 08, 2015

O CONSTRUTOR DE SONHOS


Era quando percorria a rua,
que nasciam meus sonhos.

Eles apareciam nos sinais
que se formavam contornando meu ser;
na imaginação do encanto por que passava
que se pudesse tornar realidade.
Como os sonhos nascem aos olhos das fantasias
e como elas se querem transformar em realidades!

Trago-os comigo.
Construi-os,
guardei-os,
fui construtor de ideais na natureza que me rodeava;
fui artista na paleta da imaginação do meu sentido.
Como os abracei e os guardei
sempre à espera que se tornassem realidades!
Hoje, desfolho o livro da vida,
e vou recordando um a um,
esses sonhos de criança, de adulto,
que vieram na barca do pensamento, 
e como tentei dar corpo a esses desejos,
como tentei dar vida a esses ideais,
mas quantos deslizaram nas águas que correm no rio
e outros o vento os levou que meu ser já mais os viu.

Na vida, sempre idealizamos quantos sonhos
na esperança de se tornarem realidade
e de serem os construtores da felicidade.

 Valdemar Muge

Saturday, August 01, 2015

O GRITO


O tempo por ti passou,
bem ou mal, só tu é que o sabes
homem que agora aí meditas dessa vida percorrida! 
Valeu a pena ou quanto desperdiçada? 
Ou não foi aproveitada? 

Foste um ser livre na tua vida
e dela fizeste à tua maneira de ser: 
viste a liberdade das aves e do vento,
e assim quiseste correr o mundo que te rodeava; 
viste a alegria da primavera e do renascer da natureza,
e assim também quiseste partilhar
da alegria na tua vida, amando-a; 
viste o abraço do mar com a luz do sol,
(como eles se entendem,)
pois também quiseste partilhar as pessoas,
com as tuas alegrias e afeto; 
viste a serra erguida ao céu em abraço de louvor,
assim quiseste tudo abraçaste por onde percorreste! 

Foste homem livre do teu tempo,
livre foste com a força de viver...
agora, cansado, já não tens essa liberdade
que te deu a força de ser. 
No tempo que ainda tens,
habita ainda o grito da liberdade que desejas,
daquela que sempre tiveste,
porque ainda existem as raízes dessa existência,
a força do querer, 
a força daquilo que foste e que ainda queres ser.


                          O teu grito se ouve vindo da razão do teu viver:
       "- Não, não estou arrependido do que fiz!
       Vivi a vida que amei.
       Abracei-a da maneira que mais quiz.
       Por isso digo:
       deixai viver a vida que nos rodeia
       e que a nós vem,
       o que o coração diz e sente,
       como sempre fiz. "

       Valdemar Muge

Saturday, July 25, 2015

A FLOR E O BEIJO


No canteiro, uma rosa foi colhida,
por um beijo que floresceu!
Assim aconteceu,
a rosa para um coração seguiu,
e o beijo, um afeto mais forte viu.

No gesto simples e florido,
foi mensagem de ser com coração afetuoso...
Que desejo de carinho levou a rosa
e o beijo que terna esperança que do coração exalou!
Que importa o canteiro com menos uma rosa ter ficado,
se floriu outra flor maior entre dois seres
e o amor neles ter inundado,
e neles sempre assim ficou.

Que desejo deste querer
que sempre rosas ao coração desponte,
elas se transformam em doces beijos,
em queridos momentos de afeto e carinho,
de tão grande e ternos desejos.
É das pétalas que sobre ti se espalham,
o perfume que delas vem,
aquele que sinto de quando do eterno beijo
de sagrado tem.

Sempre  florirá os doces afetos,
enquanto os corações abraçar o amor.


Valdemar Muge

Saturday, July 18, 2015

QUANDO TEU OLHAR


Quando teu olhar no meu pousa,
é suave repouso que habita em nossos seres;
é doce carícia que afaga nossos corações;
é bálsamo que se espalha entre tu e eu, de doce união.
Que desejo este, esse teu olhar,
em mim sempre repousar:
é terna luz que me ilumina,
ou doce carícia que me afaga minha face?
Será talvez doce amor que de teu coração saiu,
quando ele me viu,
hoje e sempre, juntos ficamos.
Neste repouso infindo,
com nossos olhares juntos,
olharemos o mundo com mais beleza;
as pessoas com mais carinho;
a vida com mais afeto.

Quando tuas palavras com as minhas se dialogam,
são mensagens que deixam ficar a frescura da vida;
é fonte viva da desejada compreensão;
são momentos que faz crescer a árvore do entendimento.
Com nossas palavras,
foi aberto as primeiras páginas do livro da vida:
foram as primeiras pétalas que começaram a florir; .
os frutos que delas começaram a crescer;
os alicerces do amor que começou a aparecer.

Poderão as palavras a correria do tempo as levar,
mas os sentidos que elas deixaram,
ficaram como marcos que o tempo não leva,
alicerces que perduram nas vidas que juntas viveram.

Valdemar Muge

Saturday, July 11, 2015

AS VIVÊNCIAS DA VIDA


Quantas palavras esculpidas no tempo ficam,
tão soadas, gravadas nos marcos da vida;
quantas atitudes, vivências passadas,
como jamais não serão esquecidas.

Na vida, é rio que corre cheio de olhares,
de amizades, de laços de seres queridos
e se juntam no mar da fraternidade querida.
Não importa saber o que o futuro da vida nos diz,
importa sim, saber fazer o que hoje se faz,
para melhor e mais perfeito viver.
Não lamento o que fiz,
se o fizesse nada valia,
porque o fiz da maneira que melhor sabia;
mas quero melhor fazer aquilo que ainda não fiz,
para um dia melhor a todos dizer.
Com os anos da vida que para traz vão ficando,
a sombra que me segue não perturba meus passos;
sigo, abraçando a claridade que à minha frente ilumina,
a da esperança, a da vida fraternal e querida.

Para quê, tu e eu, tantos anseios,
tanto desassossego na vida que esta vida nos dá...
pois melhor que ela não há:
é flor de primavera,
é fruto de sabor delicioso,
é paz que se quer,
que recebemos e que devemos amar
em partilha fraternal que tu e eu, devemos dar.

Que fiquem gravadas nos marcos do tempo:
as vivências das melhores atitudes
e as palavras que melhor souberam abraçar
a fraternidade nos corações.

 Valdemar Muge 

Saturday, July 04, 2015

A NATUREZA E EU


Na vivência que perdura com todos vós,
sempre comigo levo esses momentos queridos,
são regaços de simpatias que correm em nós,
são abraços de poesia partilhados.

Sempre levarei o que a natureza me oferece;
com ela, feliz serei e minha alma enriquece,
neste existir de que a abraço em cada passo,
neste viver que a todo momento faço.
Serei o sonhador deste viver,
o sentido deste querer,
serei ser desta natureza
que nela sinto a poesia da sua beleza.

Nas vivências que a natureza nos oferece,
tem encanto espalhado em cada ser, em cada viver:
Somos um fragmento da vida
de tudo que à nossa volta nos rodeia,
somos efémera existência da criação universal,
fazemos parte dos mares,
dos céus e da terra,
da beleza que nossos olhos pode distinguir
e nosso ser sempre amar.

Sou raiz da natureza,
sou tronco da sua vivência,
frutos do deu existir,
pó no seu repouso.

Valdemar Muge

Saturday, June 27, 2015

O RAMO DE ROSAS


Obrigado amor por essas viçosas rosas,
respirarei esse perfume que elas me traz;
guardá-lo-ei, recordando este momento feliz,
para um dia, saudoso, na quietude da vida,
ao desfolhar as páginas do tempo,
encontrar esse encanto feliz da vida.

Enquanto as rosas que me deste,
viçosas forem, essa delicadeza tua,
vou gravar dentro de mim
a imagem que elas me desfruta,
para quando já não tiverem o mesmo encanto,
já murchas forem do tempo que viverem,
terei no meu olhar a cor de que desfrutavam
e o sentir do suave perfume de que exalavam.

Acariciarei amor,
as pétalas das rosas que me deste,
guardarei esse bálsamo dentro de mim,
porque essas pétalas,
são tuas carícias também,
que de teu coração vieram para mim.
 
Sempre guardarei os encantos da vida feliz,
para um dia,
na serena quietude que o futuro nos envolverá,
os corações felizes, recordar-se-ão.

 Valdemar Muge

Saturday, June 13, 2015

A DOR




Não tens morada certa,
como corres ó dor nos corações sofridos...
dores insaciáveis e de ferida aberta,
dores que dilacera os sentidos.

Dor e amor vivem lado a lado:
quanto amor vem após a dor
e quanto sofrimento se tem por causa do amor.
Dor, será fluxo que brota a força do amor;
está na raiz que faz nascer a seiva do afeto,
no ramo que desabrocha as pétalas amorosas,
na essência que deu vida ao amor.
Dor é como fruto de sabor amargo
que percorre o corpo ardorosamente,
que até ao coração vai e se sente,
mas se dilui no bálsamo do amor renovado.
A dor que na carne se sofre,
é passageira e não fica,
mas a que o coração sente,
essa, muito mais está presente
e como quer ficar eternamente.
Como ela acompanha a angústia,
o desespero, a aflição...
mas a esperança não abandona esse sofrimento,
consola-o e alivia no conforto
do alvorecer do amor que sempre recompensará.

Dor e amor como unidos eles se encontram:
a dor o amor faz florescer;

o amor depois da dor faz viver.

Valdemar Muge

Saturday, June 06, 2015

MULHERES


Estas mulheres que passam,
quantas ligeiras outras pesarosas,
são como aves viçosas
e outras tristes, vagarosas.

Mas que quantas e como alegres vão,
com a felicidade no olhar a brilhar,
são mulheres da primavera,
com a força da luz a resplandecer na vida,
a amar toda a sua gente querida.
Mulheres filhas da luz,
mulheres mães da natureza,
mulheres de abraços maternais,
de carinhos, de trabalho do dia-a-dia,
mulheres de fé,
mulheres de coragem, até.
Elas passam, vivem,
e seguem para a luta da sua vida!

Mas quantas também passam tristes, pesarosas,
com os corações ensanguentados de dor,
os olhos humedecidos sem voz,  no silêncio,
das lágrimas derramadas, sofridas...
saudades de alguém que lhe era querida.
Gente vestida de preto,
sinais do seu luto sofrido,  
quantas viúvas de alma enegrecida,
outras sem o filho, já perdido,
são gente do outono com folhas caídas, 
almas com corações sofridos,
que já não têm os seres que já não lhe vêm,
que já nome aqui não têm
                                  mas dentro delas eternamente moram.

                                  Estas são as mulheres que dão vida ao mundo,
                                  e o mundo lhes canta a vida;
                                  que enchem a natureza de encanto,
                                  e encantam o viver de quem as amam,
                                  e florescem os corações de amor.
                                  Estas são as mulheres de sonhos e de fé,
                                  as da seiva da natureza da vida,
                                  com o perfume das flores
                                  e o suor da labuta.
,
                                  Valdemar Muge

Saturday, May 30, 2015

O MEU OFICIO

  
Procuro no papel o nome da minha profissão,
procuro o ofício de meu exercer,
mas como tem sido em vão,
só vejo papel em branco neste viver!

Que artificie será o meu,
que queria construir com esta terra que piso,
com esta natureza que abraço,
com este mar que me aconchega
e não sei o nome de meu ofício.
Queria ser construtor de fraternidade,
de um mundo de harmonia e paz,
como queria tornar meus desejos em realidade,
mas não encontro bem a forma como se faz.
Com as águas das fontes e a frescura do mar,
lavaria a impureza que reina neste mundo;
com a natureza, sassaria a fome que tanto prolifera
e com uma flor em cada ser, em cada mão,
construiria a fraternidade desejada.

Serei construtor de palavras, de sentidos...
sigo nos caminhos da esperança
que percorro com as palavras do tempo da renovação,
canto pelo caminho os poemas que o coração desejou,
deixo as mensagens a todos que me queiram houvir
onde a minha voz ficou.

Não encontro nome para esta oficio,
assim fico incógnito de tudo isto,
ou não haverá meio de o dar e ser

a quem sonha e deseja neste viver?

Valdemar Muge

Sunday, May 24, 2015

ESTE MEU PEDIDO


Pedi-te a rosa que na mão levavas,
e deste-me tantas quantas que no teu coração guardavas.

Ao me olhares, tinhas um sorriso vindo, pedi-o,
mas deste-me um mar de quantos afetos queridos.

Pedi-te um abraço vindo do coração,
oh! quantos e quantos me destes na tua paixão.

Pedi-te que nossos encontros não fossem ilusão,
não, não foram, foram sementes queridas de união.

Pedi-te um pouco de alegria e compreensão,
e deste-me uma vida cheio de felicidade e amor,
polvilhada com as flores
que do teu coração desabrochavam,
dos sorrisos e abraços
que da tua paixão partilhavam,
numa vida de querida união.

No pedir, nasce a humildade,
mas no partilhar, nascem vidas cheia de beleza.

 Valdemar Muge