ESTRANHOS OLHOS
Estranhos olhos que passam e não olham…
Passam correndo, perdidos ao vento,
como água do rio, solitária que vai, e não mais se vê.
Passam, talvez, com medo de o olhar perder
o encanto de seu brilho e se ofuscar em quê?
Olhai, que para esse vosso simples olhar,
mil rosas esperam para te abraçar,
mil sonhos florescerão que o coração quer cantar,
e, para quantos seres, esperança e alegria, são;
Ou… poderás ser abrigo de alma triste, desiludida,
que com a tua silente luz, a triste melancolia se ilumina.
Assim, sem o vosso olhar,
ficam sombras de triste silêncio, vagueando,
ficam mágoas cativas que no coração vão crescendo.
Valdemar
Muge

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