Friday, March 15, 2024

TEUS OLHOS TRISTES


 

TEUS OLHOS TRISTES

 

Teus olhos tristes, mostram o desanimo

na saudade do tempo que viveste,

e nas quantas tristes horas que perdeste.

Hoje, te olhas, e vês como o tempo te passou,

essa mulher que eras, e quanto amou,

que corria como o vento,

que abraçava como o sol,

que tudo amava como a ansiedade;

esse teu tempo, muito foi para outros,

para esse alguém que então o precisava,

agora, essa mulher, hoje, é saudade, ela jamais voltou.

 

Poderás pensar que o tempo que depressa te passou,

mas tiveste aquele que também tanto te amou;

tiveste quantos instantes de felicidade,

de alegria, de amor;

tivestes quantos silêncios de paz e de tristeza.

As lágrimas foram teu desabafo

e a face as enxugaram, vencendo;

os sorrisos te nasciam da face,

e fluíam nos corações da paz,da alegria, da felicidade!

 

Não desanimes, tiveste o teu tempo que para ti nasceu...

abraçaste-o conforme soubeste;

darás graças ao que tiveste,

esse, era o que te estava destinado ser.

Aquele que deste a outros, te ficará de sublime satisfação,

terás recompensa um dia, dessa nobre ação.

 

A caminhada, ainda não terminaste,

e ainda tens muito do teu tempo para o abraçar,

porque ainda não encontraste todos os afetos;

todos os sorrisos de amizade e carinho,

e os encontros de paz e amor.

Caminha, e encontrarás o horizonte que te espera,

esse, que idealizaste de paz e alegria.

 

 Valdemar Muge

Friday, March 08, 2024

QUE FELICIDADE ESTA


 

QUE FELICIDADE ESTA

 

Que felicidade esta,

termos um sol que nos aquece,

que nos abraça, nos protege;

termos a água que nos dá vida,

nos alimenta, nos sacia;

o mar, que fecunda a natureza,

força da vida, fonte de alimento e beleza;

o ar, a terra, a germinação para a sobrevivência,

este mundo para nós tão perfeito nesta sua essência.

 

Mas também quanta tristeza esta,

que ingratidão infinda,

o ser humano, e quantos são ainda!

na ânsia da sobrevivência iguista,

essa beleza que para si foi oferecida,

essa harmonia da natureza,

esse equilíbrio fundamental da essência,

a assacina, a corrói, a destrói

em guerras e exploração desumana!

 

O mundo chora ao ver que é destruído,

e esses auto-destruidores

mal sabem que se estão a destruir a eles.

Os corações são-lhes insensíveis,

porque as lágrimas derramadas dos inocentes

não são capazes de chegarem aos seus maléficos corações.

 

Valdemar Muge

Thursday, March 07, 2024

O TEMPO ME TROUXE


 

O TEMPO ME TROUXE

 

O tempo me trouxe.

e o tempo me levará;

ele passa, e como depressa me passou ...

com ele, vão quantas amizades que a morte as levou.

 

Velhos amigos, desse tempo de mocidade,

tempos felizes de quando dessa primavera,

a alegria fluía, os sonhos nasciam, tudo era...

agora, são saudades desse tempo que já lá vai,

são nostalgia das memórias que do coração sai.

Agora, com a saudade de quem vai,

a tristeza aqui fica num coração sentido,

e uma lágrima no húmido rosto vai caindo.

 

Nos silêncios de cada amizade,

nascem as rosas brancas da saudade ...

delas, ficam as pétalas de gratidão dentro de mim,

dessas recordações amigas sem fim.

 

Mas afinal, novo tempo para outros, vai chegando,

mas para mim vai passando, vai despedindo,

para em escura noite nos tornarmos em pó, nessa partida,

mas com a esperança dessa noite vir a alvorada desejada.

 

Valdemar Muge

Saturday, March 02, 2024

QUANDO A BRISA PASSA



 QUANDO A BRISA PASSA

Quando a brisa passa neste silêncio que me abraça,

neste esvoaçar do tempo de recordações e de saudades,

ouço ténue eco que me deixa em segredo,

que me faz lembrar e invade o pensamento,

me faz parecer aquilo que era e agora não é,

aquele saudoso e amado pregão,

essa melodia da varina quando na rua percorria,

esse cantar nascido da gente do mar de então,

desse mar que me faz recordar na brisa que passa,

esse encanto, essa graça nas ruas, da varina descalça.

 

Esse sentir que me aconchega,

 será saudade ou tristeza que me chega

de agora não as ter para ouvir, para delicia;

as que registe às amarguras da vida e do mar,

eram essas, quando as tinha na rua,

nos olhares. e no seu castiço diálogo de ser...

e o mar me traz essa saudade para a ter,

e as ruas, agora, me fazem alma nua.

 

E a brisa me traz o som do mar,

me recorda quando no turbilhão das ondas,

na conquista da fauna,

esse pescador das águas desta terra, desta praia, da rua,

esse, que no mar lhes vem a força, esse ânimo, essa luta,

que o mar lhes enaltece a vida,

o mar ouve sua voz, essa voz que ecoa no tempo,

que o tempo a leva e volta com o vento.

E nesse tempo ficaram as  marcas no chão,

ficaram das caminhadas, as tristezas,

as alegrias das suas vidas, das suas paixões...

e no silêncio da brisa que do seu mar vem,

corre o eco do hino do seu louvor,

e do pregão da graciosidade das varinas de então.


E nesta brisa de saudade, neste sol de amizade,

neste tempo de recordar, neste sentir querido,

acarinhando os rostos de quem já foi,

enxugando as lágrimas de quem também chorou,

e as alegrias que a vida lhes proporcionou,

fico neste silêncio com minha alma em sublime elevação

de quanta grandeza existiu nesta terra das varinas

que sempre se recordarão.

 

Valdemar Muge

Friday, March 01, 2024

RECORDAÇÃO


RECORDAÇÃO

 

Hoje, nessa tua fotografia que guardo, no tempo de 

a saudade nela cai,

e dos meus olhos com lágrimas, a nostalgia sai,

mas teu carinho, esse, no coração, continua encerrado.

Esse teu rosto que em mim guardo,

sempre terá o encanto da doce ternura,

dessa quanta sublime alma pura,

e de quanto afeto por ti dado.

A luz dos teus olhos, é minha saudade,

minha guia, e a sempre presença da tua amizade.

O doce sorriso do teu rosto, é minha nostalgia,

neste mar de saudade que em mim trago,

mas nele, sempre serás minha eterna guia.

 

Na triste e clara madrugada,

dessa noite de despedida,

uma lágrima deslizou, essa derradeira lágrima

que no teu rosto caiu...

e a luz dos teus olhos, em ti, para sempre se apagou,

para sempre, dessa tua alma, que sempre me amou.

 

Obrigado por me teres dado a vida e crescer o amor.

 

Valdemar Muge