Thursday, February 16, 2023

EM CADA ROMPER


 

EM CADA ROMPER

 

Em cada romper da manhã,

o voo da ave que desperta e passa

rumo ao céu, no seu rumor quando esvoaça,

procura viver, antes que o homem lhe faça perecer,

para novos horizontes, novos destinos para sobreviver.

 

Enquanto as aves vão e seu destino seguirão,

nas palavras partilhadas, nas histórias minhas e tuas,

nesta terra, nestas ruas sem descanso

que no viver encerra,

nesta gente que dia-a-dia cria alegria,

tristeza, amor, fantasia,

esse é o seu grito da vida, 

é força de viver, essência sentida...

é melodia jamais esquecida que dentro em nós fica.

Aqui, mora esta gente que luta, que persiste;

gente amiga que abraça, e às lágrimas resiste,

e pela manhã, a flor orvalhada acaricia em cada dia.

 

Gente esta que se encontra, e a vida agradece

enquanto o dia não acaba, e a noite exala,

porque um dia, aqui, sabem que não permanecem...

tudo será passado, tudo será saudade levada...

será silêncio, não haverá palavras,

não haverá histórias pronunciadas...

e no meio de toda esta gente de alegria e labor,

sou tempo que passa

ao encontro do silêncio do Amor.

 

Valdemar Muge

AS ROSAS E O MAR

 



AS ROSAS E O MAR

 

Pela aragem o mar me chamou,

esse, uma das maravilhas da natureza,

por ela, seu anseio me chega,

me clama e vou...

sentir de quem se quer, 

e de quem sempre o abraçou.

E o mar me espera, me deseja, 

me quer segredar...

será saudade? -algo me quer dar.

Pelo caminho que ao encontro dele vou ter,

colherei do jardim meu, 

flores de amizade, rosas para lhe ofertar:

são rosas da minha terra, 

rosas para quem quer amar,

rosas colhi para levar a quem faço esperar.

 

No embalo da maré, o esperado abraço se dá,

uma vida, este mar, juntos, sempre amigos será

num aconchego marinho envolto 

com a beleza das flores desta terra, 

neste mar, abraçados, aconchegados com o meu cantar.

É ardor, é amor, é  ternura o ter dentro de mim:

mar que enlaça, rosas que me trespassa,

gente querida da terra em que nasci.

 

Valdemar Muge

Sunday, January 08, 2023

SONHOS


 

 SONHOS

 Quando os encontros acontecem,

e nasce a amizade, o afeto,

a alegria nos corações ansiosos:

é a felicidade da vida que amanhece.

 

Quando na vivência do dia-a-dia,

se vê o trabalho, a paz, a harmonia,

será com certeza a beleza

 dum mundo harmonioso que se queria.

 

.. mas os sonhos são efémeros, falecem,

e a realidade é atroz porque ainda permanece:

As guerras que não acabam e a paz não vem;

o vento da corrupção que corre

e destrói o sonho de alguém;

como água que vai e como a poluem,

deixando de ser pura,

ou tempo de pobreza que alonga 

para noite de alma escura.

 

Mas assim a paz não flui para todos,

e as realidades não passam de serem sonhos

num mundo desencantado e por muitos manchado.

Haverá sempre alguém que não quer ser feliz,

para viver na infelicidade que a felicidade não quis.


Valdemar Muge

A VIAGEM


 

A VIAGEM

 Enquanto não ver o afeto

e a paz permanecer em cada pessoa,

não estarei pronto para a partida da despedida...

seria deixar missão incompleta e imperfeita, á toa,

para que fomos destinados nesta passagem eleita.

 

Continuarei assim, a peregrinar neste tempo,

ao encontro das Auroras da reconciliação,

dum mundo de paz e harmonia,

na possível vivência a ter no dia-a-dia.

 

É urgente encontrar em todas as pessoas:

o amor, a paz, a fraternidade,

porque o tempo desta vivência não é longo

e a partida da viagem destinada aproxima-se.

Este tempo termina, é efémero o que nos foi dado,

e amanhã será um outro e novo desejado.

 

Mas como será possível concretizar este desejo?

Será talvez mais um sonho de muitos já passados.

Cada qual faz o que mais sente conforme seu ensejo...

muitos, não pensam, não amam,

e o que querem  têm perdido...

não sabem, não querem saber que há sonhos guardados

que querem a paz e a fraternidade da vida,

esses dons sublimados.

 

    Valdemar Muge

O MEU POEMA


 

O MEU POEMA

 

O meu poema é tão pequenino,

como as asas duma borboleta ou o pequeno passarinho.

Por isso, ele voa, voa em cada flor, em cada esperança;

ele corre, salta, procura, partilha, ecoa

á procura da fraternidade, da amizade tua,

beijando cada flor,

cantando em cada dia for

Voz que canta o sentir que a alma extasia

e o sentido lhe eleva a beleza da vida de cada dia.

E assim, vai correndo... vivendo para vós, querendo...

para os olhos de quem o quer sentir e vendo.

 

O meu poema é tão pequeno,

como criança que brinca e ri,

que beija e canta amor que vos sorri.

É como criança que sonha com as estrelas,

que quer pintar o brilho da lua e tê-la,

e, ir com o pássaro dos sonhos, voar...

voar no espaço da alegria e do amar.

Tem o sentir da criança que quer o afago de mãe,

aquela que anseia ter esse carinho que quantas não o tem.

 

O meu poema grita, pede socorro,

ecoa pelos montes, pelos mares... e, em cada rua, ouve-se

o canto da sua melodia que prolifera nas auroras do tempo...

tem voz de lamento, sentidos de tristeza...

pede justiça, pede fraternidade,

e, anseia encontros de amizade.

Nasce do silêncio, da seiva do nascer á vida,

sangue que corre da raiz da humanidade:

sentidos que brotam de fluido pensamento.

 

O meu poema, nasce de um beijo desejado,

de um abraço de paz partilhado,

de um sorriso de ternura, oferecido,

dum elo fraternal para que sempre dure.

 

Ele nasce, suave e meigo da fonte da água viva,

  cantando a melodia da vida na terra e no mar.

  É canto que não estanca, gota de sangue que brota,

  e grita o sentir que nasce no ventre da dor,

  do desespero, para nascer a paz em que raça for.

 

Sonha ser arco-íris que brilha para mim e para ti,

quer ser de todos e para todos que brilha sem fim.

Ele brilha nos horizontes, não quer ter barreiras,

quer ser livre, não quer ter fronteiras.

Guarda o sentir do quanto ele viveu,

nas palavras sinceras que a alma deu:

palavras de amor, de carinho, de esperança.

 Escuta-o, verás então esse brilho refletindo

nos teus olhos e pousar-te no coração, sentindo.

 

O meu poema é pequenino,

com voz que inundou sons de alegria,

de tristeza, de saudade;

teve o sentir que a natureza lhe deu,

e o canto á vida dessa sublime grandeza.

Assim foi distribuindo essa alegria,

essa tristeza de cada dia:

um pouco da essência da vida.

 

O meu pequeno poema,

que voa como aquele pássaro que passa,

ou criança que nos enlaça...

esse cântico de amor, de alegria, e de melancolia,

vai sonhando, correndo ao teu encontro,

para dar o eterno abraço de paz que tanta falta faz.

 

                                     Valdemar Muge

 

Saturday, November 19, 2022

NUMA RUA DE SILÊNCIO


 

SENTIDOS DE POESIA

 

Numa rua de silêncio,

uma rua da amizade, da paz, do amor,

há sempre uma voz que ecoa

os sons da liberdade e da verdade;

um sorriso que encanta;

um coração que ama;

uma vida amiga que te abraça.

Há sempre um suspiro atrás da janela,

um sonho que nasce á luz do dia;

uma alma de prece que agradece,

uma flor que brota á vida, colorindo.

Há sempre uma saudade de alguém que partiu,

uma história de amor que além existiu.

Um cântico que a ave espalhou beleza,

um hino de louvor neste silêncio da Natureza.

 

Valdemar Muge

Saturday, November 05, 2022

SENTIDOS DE POESIA


 

SENTIDOS DE POESIA

           A Beleza


A beleza exterior, é efémera:

O tempo a envelhece,

deixa de ser viçosa, amadurece.

A beleza interior, é constante nascente da vida.

Esse mesmo tempo a recria:

é seiva de amor,

é raiz da vida, fruto da compreensão.

A beleza interior, tem o brilho da sinceridade,

tem a doçura dos afetos,

o encanto das palavras,

a sublime maravilha da paz.

É fonte que brota puros sentidos do coração,

é mar que não acaba de felicidade em cada sentir.


Valdemar Muge

Sunday, September 18, 2022

NO LONGO CAMINHO


 

NO LONGO CAMINHO

No longo caminho que percorri,

subi ao alto da colina que me esperava,

parei, meditei, permaneci:

Abri os braços, e abracei a dádiva da vida,

e vi porque quanto o coração sentiu e amou;

olhei o céu que quanto me iluminou e acariciou,

a Luz que sempre me seguiu e amparou,

as Estrelas que me indicaram o caminho.,

maravilha e mistério este que extasia e seduz,

louvor a quem criou tamanha natureza, grandioso resplendor,

esse  Universo infindo de quem é que O sigo por amor.

 

Além, no horizonte que desponta, habita a paz, a procura desejada,

o renascer esperado, a Aurora da esperança,

a continuação da caminhada do Amor, a nova Aliança.

Ao poente, pela planície que desliza até  ao mar,

nos trilhados caminhos, os sulcos da vida são memórias;

o bailado colorido das alegrias e felicidade tida, são histórias;

as faces de sorrisos de simpatia,

e os olhares de ternura, são vivas recordações;

o alegre grito da ave voando

e o cântico da criança brincando, que doces encantos;

a saudade que  paira na solidão do idoso, são quantos afetos passados;

a mocidade, essa corre, vive enquanto o tempo não lhe foge;

o suor do homem no sangue da terra,

germinando o pão da vida, vivo louvor que os corações encerra;

a flor ainda com o orvalho do sonho que o sol lhe reluz,

esse, é encanto oferecido da natureza;

a aragem da labuta pelos campos além,,

tem o odor deixado do renascer da Natureza, é seiva da vida!

e as gotículas correndo das lágrimas e das saudades havidas

que deslizam nas águas para o mar,

que na sua mansidão ao por-do-sol nos mostra

o reflexo da paz e da suavidade, o eterno sentir dos corações,

esse reflexo do espírito na grandeza da vida.

 

E neste sentir que me acolhe, esse doce desejo guardado,

vou na caminhada enquanto este tempo assim me deixar:

levarei em meus passos, tudo isto que vejo, cantando,

direi ao vento o meu propósito, sempre a todos amando,

e ao sol, o meu destino mesmo que seja de poesia com Amor,

porque aqui ou além sempre Te chamo, e contigo irei, Senhor.

 

Valdemar Muge

Thursday, August 11, 2022

QUANTOS TEMPOS GUARDEI

 


           

   QUANTOS TEMPOS GUARDEI

Quantos tempos guardei que tanto sentir me fizeram, te

sentir que no tempo ficou mas frutos na alma deram:

Sou guardador do tempo das palavras amigas

que habitam nos lábios com sorrisos afetuosos:

as suaves e leves que deslizam tão carinhosas,

mas também as com força de tempestade, de luta, de amizade;

das ternuras que esvoaçam e pousam nos corações

envoltas no manto da sinceridade;

dos dias da esperança dos sonhos idealizados,

do erguer das quedas nos corpos maltratados,

das dores sofridas e com coragem foram vencidas

com tenacidade, com raiva, com luta, com ardor;

dos alegres dias cantados á luz do amor e da liberdade,

com abraços da felicidade de viver

com todos vós, amigos, e aqui permanecer;

das palavras partilhadas com rios de afetos,

e  das que fizeram enxugar lágrimas de dor e de saudade.

O do fogo, das inundações, da fome, do sangue das guerras,

esse tempo não! Não quero guardar esse viver.

Não o quero ser, nem o desejo para ninguém ter.

 

Sou esses tempos guardados,

esse sentir que a vida me deu,

essa força que a alma criou neste peregrinar meu,

esses tempos de memórias, tesouro que a vida criou

neste viver que a Natureza fecundou.

Sou o fluir do tempo deste poema cantado,

de rio que corre em murmúrios cantando;

marejar de mar que suaviza, que cria, que luta;

de flor que desabrocha, anúncio de paz, de alegria;

de fruto que vem a vida, dádiva do trabalho, seiva de viver.

Enfim, sou semente que germinou o sentir guardado da vida,

árvore da semente deste cântico vivo da Natureza,

poesia que se criou e se canta e dança á vida,

neste mistério vivo que nos embala com alegria e tristeza.


Fui todo esse tempo, recordações da memória da vida.

Hoje, não quero tempo algum,

só quero o eterno presente para as memórias do sentir

nos corações de todos os vossos tempos.


Valdemar Muge

Friday, July 29, 2022

JÁ NÃO SEI QUANTOS SONHOS TIVE...

 


JÁ NÃO SEI QUANTOS SONHOS TIVE...

 Já não sei quantos sonhos tive

que não foram realizados,

e tantos eram com o querer

para que em verdades serem.

Eram sonhos de esperança mas deles não passaram,

foi quanto sentir para que realidade fosse,

mas em sonhos ficaram,

em sonhos quiseram permanecer.

 

Quanto quis que todos os povos fossem amigos,

que a paz existisse em todos os corações,

que a fraternidade em todos fosse uma realidade,

que o amor fosse um elo de partilha e amizade,

mas a realidade se sobrepõe ao que se sonhou,

e o sonho foi quimera que no sentir passou..

A luta pela sobrevivência não perdoa:

a realidade diz que não é a sonhar que se vence,

que a paz é para os tolerantes a quem pertence,

e o amor para os sonhadores que o criaram.

A ousadia é a vencedora dos sonhos,

mas quantas vezes incapaz de criar a paz e o amor.

Mas será possível se poder viver

sem que não haja paz e amor?

 

Quanto idealizei para ser vento, sonhando,

para poder espalhar em todos os lugares:

a paz, a liberdade, a fraternidade...

mas o vento passou e tudo ficou

adormecido no silêncio da esperança.

Quanta aragem idealizei, quanta brisa amei

num abraço com a pura natureza

em que todos vivessem e a soubessem respeitar...

mas a brisa em meus braços chorava, padecia,

porque triste vinha das águas que tanta poluição tinha ...

 

E nos silêncios sonhei.

Nos silêncios desejei: a paz, a felicidade, o amor á vida

de pureza de flores com rosmaninho, e da terra cultivada,

mas dos silêncios o grito ecoava,

porque a luz da concórdia para todos não resplandecia,

esses desejos tidos, em todos não se via,

e a escura noite para muitos permanecia.

 

Que importa o sonho ser fantasia,

que importa viver sonhando,

  se é dos sonhos que nasce quanta realidade,

                        se é dos sonhos que se anseia possuir a verdade,

que se luta para ter a felicidade.

 

Mas sempre continuaremos a sonhar,

mesmo que eles em realidade não se tornem,

os nossos sonhos, o sentir da nossa alma,

a força interior que faz querer amar.

Com eles, vamos colhendo rosas de amor

para a todos oferecer, do jardim idealizado;

criar sorrisos e abraços de felicidade

para aspergir nas ruas da vida quotidiana,

e espalhar o orvalhos de paz aos corações desanimados,

com a dança da infindável amizade.

Continuaremos a sonhar, a ouvir a música da natureza:

o sibilar do vento, o sussurrar da chuva,

o cântico das aves, o som da alegria da vida,

amar e querer amar a nossa existência:

enfim, o fluir de viver.

Esse sentir que é só nosso, a força mística da nossa alma.

Deixamos viver os sonhos,

deixamos que venham,

esse estranho sentir que nos dá ânimo,

que dá amor, e dá angústia...

deixamos assim viver a vida sonhando,

a busca com a esperança: a vontade.

 

Valdemar Muge

Saturday, July 02, 2022

NOS HORIZONTES DA ESPERANÇA

 


       

NOS HORIZONTES DA ESPERANÇA

 Nem sempre se procura os silêncios,

mas eles nos vem ao encontro.

Não os procuraste, mas eles te vieram, te silenciaram.

Estes, não os desejavas, mas eles te abraçam o sentir.

Nós teus silêncios, o teu mundo está na tua vida;

os teus gestos, são as palavras, o teu dizer;

o teu olhar, é a gratidão partilhada;

o teu sorriso, o sentir de fraternidade;

tuas mãos de trabalho, agora de oração,

de gestos de ternura agradecida.

Teu pensar, são os caminhos que só podes dar...

neles, abraças as pessoas que encontras,

e distribuis os afetos que teu coração partilha.

 

Estes são os teus silêncios que não os procurastes,

mas aqueles que o destino te deu e recebeste

que os percorres nos horizontes da esperança,

que os fazes eco á vida, grito ao amor,

talvez como dádiva de um dia teres como recompensa

junto do teu Divino Criador.

 

 Valdemar Muge

 

 

Saturday, June 25, 2022

SENTIDOS DE POESIA

 


QUANDO ADMIRAVAS

 


                     QUANDO ADMIRAVAS...


Quando admiravas e afagavas as rosas que ias colhendo,

rosa ser eu queria, e no  meio delas estar, te desejando,

para sentir esse teu doce e terno afago e as tuas mãos beijando.

Quando procuravas as ondas do mar que te afagava,

podesse eu ser mar, seria carícia que te procurava para a receber,

era fresco abraço, sentir de paz para meu viver.

Quando percorrias a rua, airosa e graciosa,

queria ser então odor de rosas, aragem de mar

para te abracar, no desejo constante de te amar.

E foi com o desejo imaginado de rosas e de mar, abracei-te,

me fiz o que sou para sempre te amar.


Nas tuas manhãs, me tornei em luz para te seguia, e te guiar

num abraço fraternal para percorreres o novo dia;

nas tuas tardes, eu era aconchego, era amparo

num doce encanto de vivência, que a vida nos oferecia;

nas nossas noites, sonhos de amor, 

desejos futuros idealizados e procuramos;

e nos silêncios do amor e da felicidade, 

juntos, a paz abraçamos.


A vida é fonte insaciável de sentimentos,

é constante tempo de sonhos idealizados;

ela é tristeza, alegria, amor, paixão;

é corrida, dança, silêncio, poesia.

A vida nos espera tudo se formos capazes de vencer,

amemo-la, pois ela nos ama do nascer ao morrer.


Valdemar Muge 

Thursday, June 02, 2022

E O TEMPO ME FEZ ...

 


        E O TEMPO ME FEZ ...

Este foi o tempo que fez aquilo que sou,

porque de outro antes, ser não sou.

Não sei como eu seria, se outro tempo teria,

sou o que sou, neste tempo vivo e mais não sou,

sou pois o ser que vive, que a vida queria.


Pedir mais ao tempo para melhor ser,

mais a quem? não sei a quem crer.

Por mais que rogue a prece, essa infinda catequese,

aquilo que sou, o tempo me fez e  assim me quer ver

seguindo o rumo que a vida oferece.


Ser ou não ser, eis a questão:

minhas letras, saem das mãos,

e a fluidez do sentir, do coração...

perfeitas não serão, mas o que por vós sinto,

é sincero e não serão palavras em vão.


Sou do tempo do que vos canto agora e sempre:

desse mar de contradições, de nascentes de amor;

do de rosas de paz, e de sangue derramado que jaz;

do de estrelas de sonhos, e felicidades nos corações;

do de Luz Divina, criadora do tempo Universal e da Vida.


                                                                   Valdemar Muge

Saturday, May 28, 2022

 


CONTRASTE

 

CONTRASTE

 Na paz: os corações têm o amor, têm a alegria, têm a felicidade,

É o tempo de renovenescer fraternidade, carinho, ternura.

Na paz, há encontros de amizade, de cordialidade, é vida querida.

Porque o homem nasceu para a paz e a paz nele sempre viver.

 

Na guerra, os corações têm o amor destroçado e o sentir infeliz;

não têm luz da alegria, e sorrisos de felicidade;

não têm o gosto de viver e os abraços cordiais da fraternidade.

É ser destroçado que não foi destinado para ser maltratado.

 

Os promotores da guerra,

são os cúmplices da destruição da humanidade;

os inimigos da paz, da Concórdia;

os artífices da destruição e da crueldade.

 

Valdemar Muge

Saturday, May 21, 2022

NÃO QUERO O QUE TU QUERES

 


NÃO QUERO O QUE TU QUERES       

 

Não quero o que tu queres,

porque é teu e só teu.

Mas quero que tu queiras,

aquilo que é meu e teu,

sem que queiras o que não quero,

porque meu não é,

e teu nada valeria,

porque de mim não seria.

 

Guardado está bem dentro de ti,

tudo aquilo que nunca vi...

que tesouro esse seria,

se há luz do dia viria,

não seria mais mistério,

não seria mais desejosa poesia.

Estranho sentir que não posso ter,

encanto florir que não posso ver.

    

Valdemar Muge

Sunday, May 08, 2022

QUERIA-TE TRAZER ROSAS

 


QUERIA-TE TRAZER ROSAS

Queria-te trazer rosas,

essas flores que mais admiras,

mas rosas não tinha o roseiral.

É Inverno amor, e rosas não havia para te trazer,

e no Inverno, o encanto das rosas ainda está para nascer.

Não estejas triste, porque sem rosas não ficas:

terás daquelas que na primavera me ofereceste

e as guardei dentro de mim...

essa tua frescura de primavera que me deste,

dessas, são rosas que te ofereço que saem de mim para ti,

são estas as rosas da primavera

que vão florir nestes nossos dias de Inverno

queridos que nos espera até ao fim ...


Queria-te trazer rosas,

mas rosas não encontrei para te dar,

tristeza minha que não sei como te as ofertar,

não sei como este meu desejo realizar.

Se a teus olhos me pudesse em rosas transformar...

oh, que felicidade a minha,

que alegria minha alma sentiria,

porque sei que com elas me queres amar,

porque nos invernos viveríamos com sonhos de Primavera.


Queria-te trazer rosas,

com elas abraçar-te em eterna recordação de amor,

em inesquecível memória de carinhoso sentir:

porque foi com rosas que te encontrei,

com rosas te levei ...

com rosas, sempre te amei!


Hoje, o roseiral rosas não tem,

mas de meu peito, que do coração vêm,

sempre rosas terei para te dar,

com elas, sempre para te afagar.


Valdemar Muge