Friday, October 05, 2012

MULHER



Mulher!
Apenas  seis  letras  teu  nome  tem,
mas como a tua alma, grandeza contém!

Graciosa  e  encantadora  és em  criança;
a amorosa menina,  a  sempre  esperança
dum  mundo  de  paz  e  amor...
bem-vinda  pureza que  espalhas  em teu  redor!

Mulher  adolescente que  a  beleza  em   ti  irradia,
é  jardim  a  florir,  perfume  que  exalas pelo dia
e  encanto  que  ao  homem  embriaga  e  seduz!

Mulher  apaixonada,  és  como  fada  cintilante,
és  amante, doce amor,  quanto  se sente!

Mulher  esposa,  desejosa  querida,  sempre  amada,
quanto  já  foste  e  sempre  serás  cantada!
És  conforto,  paixão,  doçura  para  o  seu  amado;
és  força  viva  que  vive no  teu  coração  amoldado!
       
Mulher  mãe!  Teu  nome  exala  o  coração  humano,
luz  resplandecente que te brilha, que não  tem tamanho!
Teu  nome  é  pequeno,  mas  sublime  alma   tem...
quanto  amor  espalhas  que   teu  coração  contêm;
quantas  alegrias  na vida  guardas  eternamente,
e tanta  tristeza  e  dor, as  conservas  silenciosamente!

Mulher!
Apenas seis  letras  teu  nome  tem,
e é com  seis,  que  ensinas  a dizer oração!
É pois a irradiante fé que  brota  do  teu  coração
que a prece clamas como ninguém!
        Poderá  ser  jovem  ou  mais  velha,
        solteira  ou  casada,  na  vida  que  passas,
        mas  o  nome  que  dentro  de  ti  mais  gravas,
        o  sublime  nome  de  amor  e  carinho,
        aquele  porque  sofres  e  mais  anseias  no  teu  lar,
        a  razão  que  à  vida  dás  e  queres  ser,
              é  teu  e  só  teu: MÃE!  Glória  de  ser  mulher!

Valdemar Muge

Saturday, September 29, 2012

SINCERIDADE



Dizei àquele que por vós passa e falais,
o que dele sentis e reconheceis...
não deixeis que ele expire,
(porque muitos de vós, saudosos choram)
para depois dele bendizer e proferir.

Bom será quem acarinha e ama
todo aquele que nos procura e precisa...
pois nosso coração quando dá, vida recebe,
sem que seja necessário o gesto anunciado
nesta caminhada aqui encetada e breve.

Vitória maior não há para todos nós,
ao receber a íntima gratidão de todos aqueles...
Será com certeza, formosa flor em nós florida
que a natureza nos pode oferecer nesta vida:
mostrar o que somos a cada ser que nos rodeia.

Valdemar Muge

Sunday, September 23, 2012

OUTONO



O Outono da natureza regressa, mas passa;
o meu, esse fica, não vai, me enlaça.

Nos teus suaves dias, vejo-te envolvido:
No já cansado casal, mas sempre amado;
Nos campos de milho, agora despidos,
e na ansiosa mãe, à espera dos filhos queridos!

Vejo-te na natureza a brotar nostalgia de despedida; 
Na andorinha, despedindo-se, pela sobrevivência da vida;
Na visitante gaivota, contornando junto ao mar,
e eu, envolvido, não deixo de tudo isto amar!...

Estas secas folhas que junto de mim vão caindo,
o vento as leva, como sonhos que se esvaecem…
quantos deles que em nós foram realizados,
outros, não chegaram a serem sentidos!

Outono, é afago, é cor, é beleza,
e é paz para todo aquele que nele se envolva.
Seja qual a idade que alguém tem,
o encanto da sua natureza, a todos vem.                 


Valdemar Muge

Saturday, September 22, 2012

PRECISO



Preciso de um sorriso de cada um de vós,
para iluminar a árvore para todos nós;
De palavras de amizade,
para alimentar as raízes da sua vida;
De afectuosos gestos,
para que sempre cresça em harmonia;
De vontades de dedicação partilhada,
para que floresça na vida de todos nós;
Do querer da existência da sua essência,
para que sempre viva ao lado de todos nós.

Essa árvore seja o símbolo fraternal
das boas vontades.
O marco duma vida sã,
e fraternal harmonia com a natureza.


Valdemar Muge

Saturday, September 15, 2012

SAUDADES QUE FICAM



Vão nos ventos as flores de amores,
tudo vai no caminho ido, alado...
     aqui, fica o bafejo bálsamo deixado.

Vão queridos amigos, almas, doçuras,
seres gravados na nossa vida, enfim...
     fico com a saudade que não tem fim.

Vão beijos, carinhos, desabafos,
tudo vai na aragem que passa e a Luz que enlaça...
     e meu coração fica na nostalgia que esvoaça.

Vão quantas vidas, que na vida conheci e vi,
e nos rios das águas tristes, meu lacrimal levam...
     aqui, ficam as saudades que meu coração encerra.

Agora, as saudades, são afago crepuscular do passado,
consolo das primaveras recordadas, vividas...
      fluidos de coração latente, por as almas queridas.

Na aragem, ficou o perfume deixado das flores,
e a suave maresia envolve a tristeza da minha alma...
     sinal dos que no passado me foram queridos amores.

Valdemar Muge

Tuesday, September 11, 2012

DO ALTO RECLINADO


Do alto reclinado ramalhar das arvores,
que em mim suaviza e abraça,
o que será que ouço, sinto e enlaça?
- Vozes não serão que se levanta,
mas é algo que aos corações desperta e encanta.

No caminho que percorro,
encontro o ciciar do vento
que parece de triste lamento...
será de alguém que espera e não tem?
- desabafos talvez, que ao meu encontro vêm.

No borbulhar das aguas da fonte, que correm,
vão lágrimas de alguém de triste destino seu,
que em tempos, aqui, sofreu, amou e viveu?
- saudades que correm e se misturam
no triste bramar do mar, juntas, farão união.

É neste varejar da natureza que escuto,
que o alegre Teu consolo aos corações vem;
a Tua dor dos que ainda não te compreendem;
o eterno amor que a todos consolas e dás;
a ressurreição que prometes e um dia virás.

Valdemar Muge

Saturday, August 25, 2012

A ROSA


Rosa como linda és em botão,
sempre serás flor escolhida para canção...
Pudera, assim pura, és cobiçada,
tão admirada, serás sempre amada!
Rosa em botão, teu perfume que exalas,
suavidade que brotas de tuas pétalas;
Tua beleza assim, tal como és,
deixas à tua volta e a teus pés,
tantos desejos amorosos
e tanto encanto em ti se levanta...
pudera que sempre assim fosses,
mas um dia, mão como uma fouce
teu viçoso perfume e encanto desejado,
te abafa a tua vida…
o sol te começará a enrugar-te
e o vento a desfolhar-te.

Aquela flor tão admirada
que em botão quão cobiçada,
certo dia foi arrebatada,
depois despetalada.
O viçoso aroma esvaiu-se
e assim começou a ser tão maltratada...
hoje, triste e abandonada.
Destino este!
Como desejaria ser como era,
foi este o destino que a lua pusera.
Rosa linda em botão,
agora,
rosa despetalada abandonada.


Valdemar Muge

Saturday, August 18, 2012

ABRAÇO AO IMIGRANTE



Amigo imigrante, que para longe vais
à procura do que não tens!...
Irmãos que sofreis e amais,
lutais nessa dura vida que enfrentais!
Oh irmãos, tanta saudade que levais
de gente querida que aqui deixais;
esperança, fé e venturas vai em todos vós,
mas aqui fica a amargura e tristeza em todos nós.
Em vós, lágrimas que deslizam… são saudades;
em nós, abraços queridos… elos que não se quebram!
Sempre partem com a esperança que virão
e sempre com ansiedade de mostrar o que são!
Quantos lá ficam nessas terras longínquas…
tantas esperanças que se dissipam, tantas...
lágrimas em vão e se perderam.
Oh irmãos, tanto que lutais
e tanto que sofreis, por vezes em vão!
Porquê?
Vós que tendes coração,
e que também sabeis amar e rir!
Porquê?
Será que não podereis amar com os que cá ficam
e abraçar a alegria e carinho da nossa Pátria?
Vinde! Um abraço fraterno vos espera;
uma luz de esperança vos ilumina;
que a saudade desapareça com a vossa chegada
e a alegria flutua em nossos corações para sempre!
Abracemos todos os nossos queridos
e gritemos com alegria:
“Viva a paz e a esperança nesta Pátria
que aos filhos hoje acolhe!”


Valdemar Muge

Saturday, August 04, 2012

O SONHO DESEJADO


Quem não terá os seus ideais?
- Todos os têm.
Sonhos que querem e têm e vive-los também.
Eu os guardei:
Vivo no tempo das alegrias contidas,
da felicidade cantada na vida;
Vivo nas tristezas quão sofridas,
mágoas ocorridas na passagem desta lida;
Vivo no amor alcançado e dado,
tempo de felicidade que tanto desejamos;
Vivo na madrugada da paz que queremos,
essência que procuramos e amamos;
Vivo na liberdade que meu coração criou,
num mundo melhor que meu ser amou.

Sou eco das vozes que criei
à natureza e que tanto amei;
Sou Luz querida que iluminei
nas noites escuras da desilusão que levei;
Sou voz das dores dilaceradas que difundi,
chagas pungentes que em meus versos senti e vi;
Sou esperança criada para todos os povos,
nos versos criados aos inconformados que somos.
Eis o navegador cheio de sonhos imutáveis,
do mundo este sentido, que comigo vedes.
Grandeza é no que queremos e somos,
em alcançarmos aquilo em que sempre sonhamos.


Valdemar Muge

Friday, July 27, 2012

IDEAR

Para quê,
inflamar o ser de cada um?
Cada qual é aquilo que é
o que a si próprio vê.

Quanto mais vejo os seres que por mim passam
disfarçados na roupagem que usam,(são tantos...)
mais embaciado fica o brilho da sinceridade,
no cruel disfarce da máscara da falsidade.
Palavras ornadas que engraçam,
como quão bonitas iludem,
é beleza exterior que disfarça,
quantas pervertidas o são, que infundem.

Para quê?
Sonhos e ilusões a quanto obrigas,
muitos deles vivem nas cantigas...
mas na realidade ninguém os vê.

Cada qual cria e vive o seu mundo,
seja o desejoso humanizante ou o abjecto imundo,
semeando as sementes que quer e tem,
colhendo pois, os ambiciosos frutos que vem.
Cada qual quer o mundo que mais idealizou
e procura na existência o que mais quis e lutou:
uns, para mostrar o que valem e tem,
outros, para mostrar que são superiores a alguém.
Nesta efémera vida, quantos desejos prosperam:
alguns, flúem na essência, outros pereceram...
tanto esforço para a obtenção das suas intenções, porém,
todas ficam no pó sepulcral de aquém.

        
Valdemar Muge

Sunday, July 22, 2012

QUE SOU



Que sou eu?
- Não sabes, também não sei.
Mas sei que viajo no tempo que passa,
 no tempo Solar;
meus passos percorrem a terra de onde serei,
nas areias que em tempos saíram deste mar.

Neste exílio estrelar que a noite me afaga;
neste labirinto solar que envolve meu viver,
as aragens me segredam à memória:
que sou desta terra e deste mar, que me fez ser.

Sou terra e mar, que nasce e se consome,
sou desta terra que do mar nasceu;
sou deste mar que esta terra deu;
sou terra e mar, que fez homem e viveu.


Valdemar Muge

Saturday, July 07, 2012

ENCONTRO



Procurei-te por tão longe, amor,
e afinal tão perto de mim estavas;
tanto procurei a ternura e a felicidade
e ela ao encontro me veio, é verdade!

Como estava ávido da luz que propaga
no doce olhar feminino de uma carícia;
na lágrima do amor que suavemente desliza
entre dois corpos queridos que se afagam;
sentir a respiração, doce e com ardor,
da alegria, da vida, do amor!
Já não importa ser pássaro, água ou brisa,
tudo corri para te encontrar, tamanha liça!
Agora, somos dois seres que se querem,
ao encontro vieram e junto felizes serem.
Sei que encontrei o fruto prometido;
a água para saciar o coração fumegante;
a musa para a canção adormecida, errante.
Encontrei a semente para o pão desta vida,
na mesa, juntos, saborearmos a fruta tida.

Enfim, encontrei a flor que ainda desabrocha,
pois ela brota o afago do coração, como rosa;
encontrei os sonhos acalentados de amor,
no orvalho da manhã, vindos daquela flor.

O pássaro da solidão já longe voa, fugindo,
e a alegria do rouxinol, canta aos corações, vindo;
é a nova esperança que flutua com o amor
de dois seres confiantes no futuro promissor.


Valdemar Muge


Saturday, June 30, 2012

RECORDANDO



Eis a juventude ansiosa,
peregrina, à procura da ternura.

Procuro a juventude da alegria, da esperança, do amor:
Deslizo no leito das águas da fonte da vida,
onde meu desejo possa morar e não o encontro...
pelo caminho, fica o fresco duma paisagem,
o perfume da flor que esteve e foi com a aragem.
Embarco no raiar do sol que me possa iluminar,
cheio de esperança, ao encontro do teu suave afago,
mas apenas encontro o frio olhar e coração amargo;
encontro ténue calor no baço reflexo da luz
sem a chama que procuro, a que me propus.
Sou pássaro que flutuo no vento:
Percorro à procura do ninho do amor…
comigo, levo venturas e ideais,
sonhos e promessas que possa dar;
levo um coração ansioso de sorrisos e afectos,
de quanto o amor possa fluir;
pássaro cativo, desejoso da juventude
abraçar a alegria da vida e ventura do amor.

Oh juventude, te vejo fugir e não mais voltar:
Vejo-te na rua quando passas e nada dar.
Sonhos criados, meus passados,
já tantos foram derramados…

Resta levar na alma tudo o que percorri
com a saudade, os sonhos que desenvolvi;
resta a serena aragem, mais tranquila,
            que corre no pomar da vida que usufruímos,
           e sentir o sabor da fruta madura apetitosa...
           porque nela, está o encanto da seiva amorosa.

           
Valdemar Muge          

Saturday, June 23, 2012

OS TEUS VERSOS



Queres ler os versos que te fiz, amor?
Queres os teus e só teus, bem sei;
ler aquele amor que tanto te falei;
o nosso, a chama querida, fruto e louvor.

Procuras os teus versos, perguntas onde?
Procuras as palavras coloridas, sentidas;
declarações amorosas que te sejam queridas,
e ainda não as viste, onde elas se escondem?...

Vês versos em toda a parte, bem sei!
Vês sobre as flores, nos rios, nos campos;
vês sobre as crianças, nas mulheres, no amor;
em tudo à tua volta, nos versos que criei.

Não vês só os teus, os que queres receber…
pois tão perto de ti estão, e só teus são;
procura-os no meu coração, aqui os vês…
pois guardados estão para ti, enquanto eu viver.

Escuta-o, que ele te fala suavemente;
te segreda o amor e carinho que te dedica.
Quanto maior for o nosso afecto, maior fica
a chama querida que arde eternamente.

Valdemar Muge

Saturday, June 16, 2012

ARAGEM



Tu me segredas os encantos
de onde vens;
me afagas com a suavidade
de onde a trouxeste;
trazes o espelho das águas
por onde passaste;
quanto bálsamo dás
e sempre mais quanto tens!

Mas também me lembras,
esse mar cruel que tantos sofreram...
aquele de onde muitos vivem
e a vida que muitos te deram.
Aragem que me envolve,
não me tragas mais lágrimas e dores,
porque essas,  já aqui muitas vezes passaram,
são recordações tristes que já ficaram.

Aragem, vem!
Contigo, suave e doce,
quero envolver-me na carícia da manhã;
no quente repouso do calor da tarde;
no declinar do dia que nas aguas espelham;
na serena noite que tranquilamente em ti debruça
e na paz que também sabes oferecer para inspirada musa!

Valdemar Muge




Saturday, June 09, 2012

ONDE ESTÁ MEU CORAÇÃO?



Onde está meu coração?! Onde?...
- Ali! Na ternura para aquela criança;
no afago para o necessitado;
no carinho para o idoso!

Procuro-o...
e também encontro quanto retalhado
naquelas crianças com fome;
no sofrimento do nosso irmão;
na crueldade das guerras que tantos levam;
nos ódios e injustiças que se geram,
e na insensata juventude que se destroça!

Enfim...
Mas como sempre te encontro:
no terno e querido beijo dado;
no nosso ente sempre amado;
no amor que se dá livremente;
na liberdade e na justiça, finalmente!

Agora...
               sei como encontrar meu coração!
Sei que está na felicidade de todos vós;
na alegria de todas as crianças, até ao mais velho;
na paz dos filhos, dos pais e dos avós;
na comunicação com Deus;
na força da vida de que desejamos!

Sempre mais coração terei,
        mais tenho para repartir e mais ficarei!


Valdemar Muge

Saturday, June 02, 2012

ONDE ESTÃO AS VOSES



                 ONDE ESTÃO AS VOZES
das alegrias espalhadas nos olhares abraçados?
Nos quentes sois
que as almas felizes cantavam
e nas iluminadas luas,
                  os corações embalados, ouvindo, sonhavam...

Onde estão?...

Onde estão as vozes
que os ventos que minha voz para longe levavam?
Das fontes que agora só lágrimas choram,
(são saudades que deslizam e que moram)
e deste mar que as nuvens sequiosas lhe beija
num namoro fugaz, mas que deseja...

 Onde estão'...  

Onde estão as vozes da felicidade?!
Porquê, que vejo flores tristes
e sangues nos charcos apodrecidos
do vício e da miséria impregnada?
Porquê, que vejo céus escuros
nos sem abrigos e nos mendigos padecidos!
Porquê?... Que vejo as esperanças perdidas
dos desejosos duma vida renovada, querida...

Chorar, para quê?
                                                                                          
As lágrimas já quase não brotam
e os corações se cansaram;
A Natureza quase não canta, entristeceu...
                                                                                                          
Vós Poetas!
Construtores dos desejos nas terras iluminadas
e nos astros da concórdia, em vós espalhados,
sejais os Arautos dos Tempos prometidos
e das felizes manhãs a desabrochar nos corações!
Então, clamem vossas vozes,                                          
dando alegria à Natureza, porque ela ainda não morreu!

Juntos, sairemos dos desertos adormecidos
e dos charcos impregnados da incúria,
e vamos dar voz à Sobrevivência do amor!

Mataremos a sede a esta Terra ressequida
e as verdejantes realidades florescerão das esperanças!

As nuvens de cinzas então espalhadas,
se dissipem nos confins subterrâneos da destruição
e as Auroras renascidas,
tragam as vozes anunciadoras
da felicidade por todos desejada!
                

               Valdemar Muge

Sunday, May 27, 2012

PALAVRAS















No campo do tempo vivido,
lancei palavras, sementes à vida
que por mim passou e para a que virá.

Palavras quantas, algumas frutos brotaram...
outras mais secas, menos fecundas,
sementes perdidas e fruto não deram.

Palavras, palavras, palavras quantas:
foram mensagens de paz e concórdia;
foram de amor para todos ente queridos;
foram de saudade às almas que não já via.

Palavras de alegria e felicidade, quantas;
de tristeza que do coração transbordava:
são revelações desta vida, tantas...
É a essência que fala, que sente, que se eleva
em palavras, palavras tantas.

Valdemar Muge

Saturday, May 19, 2012

SABER ESPERAR



Saber esperar que o raiar das auroras
traga a esperança
da alegria aos desanimados,
será desejoso despertar em cada dia,
                  querendo.

Saber esperar que nos frívolos corações
resplandeça a Luz
do amor e da concórdia,
será ansioso nascimento na vida de cada um,
bem-vindo.

Saber esperar que em todos os seres
reine a tão maravilhosa
felicidade e  paz,
será imenso hino que se poderia cantar,
querido.

Saber esperar: é doçura e encanto do bem saber;
é prudência a renascer em cada dia nos corações.


Valdemar Muge

Saturday, May 12, 2012

SAUDADES



Que saudades tenho da Natureza
que não vi e que não percorri!
Saudades mais vou ficar,
quando não mais a poderei desfrutar...                                                        
Essa, que sempre quis amar!
Quando eu aqui não estiver,
irei no vento, flutuar por aí,
para respirar o mar que não vi;
irei deslizar na suave aragem,
refrescando os verdejantes campos que não respirei
e as montanhas sinuosas que não avistei.
Irei no pássaro da paz,
abraçar a Natureza com que sempre sonhei;
irei num raio de luz
afagar os corações queridos
que sempre amei.
Voarei feliz, ao encontro da paz
e com a paz,
que sempre desejei.

Valdemar Muge