Saturday, July 25, 2015

A FLOR E O BEIJO


No canteiro, uma rosa foi colhida,
por um beijo que floresceu!
Assim aconteceu,
a rosa para um coração seguiu,
e o beijo, um afeto mais forte viu.

No gesto simples e florido,
foi mensagem de ser com coração afetuoso...
Que desejo de carinho levou a rosa
e o beijo que terna esperança que do coração exalou!
Que importa o canteiro com menos uma rosa ter ficado,
se floriu outra flor maior entre dois seres
e o amor neles ter inundado,
e neles sempre assim ficou.

Que desejo deste querer
que sempre rosas ao coração desponte,
elas se transformam em doces beijos,
em queridos momentos de afeto e carinho,
de tão grande e ternos desejos.
É das pétalas que sobre ti se espalham,
o perfume que delas vem,
aquele que sinto de quando do eterno beijo
de sagrado tem.

Sempre  florirá os doces afetos,
enquanto os corações abraçar o amor.


Valdemar Muge

Saturday, July 18, 2015

QUANDO TEU OLHAR


Quando teu olhar no meu pousa,
é suave repouso que habita em nossos seres;
é doce carícia que afaga nossos corações;
é bálsamo que se espalha entre tu e eu, de doce união.
Que desejo este, esse teu olhar,
em mim sempre repousar:
é terna luz que me ilumina,
ou doce carícia que me afaga minha face?
Será talvez doce amor que de teu coração saiu,
quando ele me viu,
hoje e sempre, juntos ficamos.
Neste repouso infindo,
com nossos olhares juntos,
olharemos o mundo com mais beleza;
as pessoas com mais carinho;
a vida com mais afeto.

Quando tuas palavras com as minhas se dialogam,
são mensagens que deixam ficar a frescura da vida;
é fonte viva da desejada compreensão;
são momentos que faz crescer a árvore do entendimento.
Com nossas palavras,
foi aberto as primeiras páginas do livro da vida:
foram as primeiras pétalas que começaram a florir; .
os frutos que delas começaram a crescer;
os alicerces do amor que começou a aparecer.

Poderão as palavras a correria do tempo as levar,
mas os sentidos que elas deixaram,
ficaram como marcos que o tempo não leva,
alicerces que perduram nas vidas que juntas viveram.

Valdemar Muge

Saturday, July 11, 2015

AS VIVÊNCIAS DA VIDA


Quantas palavras esculpidas no tempo ficam,
tão soadas, gravadas nos marcos da vida;
quantas atitudes, vivências passadas,
como jamais não serão esquecidas.

Na vida, é rio que corre cheio de olhares,
de amizades, de laços de seres queridos
e se juntam no mar da fraternidade querida.
Não importa saber o que o futuro da vida nos diz,
importa sim, saber fazer o que hoje se faz,
para melhor e mais perfeito viver.
Não lamento o que fiz,
se o fizesse nada valia,
porque o fiz da maneira que melhor sabia;
mas quero melhor fazer aquilo que ainda não fiz,
para um dia melhor a todos dizer.
Com os anos da vida que para traz vão ficando,
a sombra que me segue não perturba meus passos;
sigo, abraçando a claridade que à minha frente ilumina,
a da esperança, a da vida fraternal e querida.

Para quê, tu e eu, tantos anseios,
tanto desassossego na vida que esta vida nos dá...
pois melhor que ela não há:
é flor de primavera,
é fruto de sabor delicioso,
é paz que se quer,
que recebemos e que devemos amar
em partilha fraternal que tu e eu, devemos dar.

Que fiquem gravadas nos marcos do tempo:
as vivências das melhores atitudes
e as palavras que melhor souberam abraçar
a fraternidade nos corações.

 Valdemar Muge 

Saturday, July 04, 2015

A NATUREZA E EU


Na vivência que perdura com todos vós,
sempre comigo levo esses momentos queridos,
são regaços de simpatias que correm em nós,
são abraços de poesia partilhados.

Sempre levarei o que a natureza me oferece;
com ela, feliz serei e minha alma enriquece,
neste existir de que a abraço em cada passo,
neste viver que a todo momento faço.
Serei o sonhador deste viver,
o sentido deste querer,
serei ser desta natureza
que nela sinto a poesia da sua beleza.

Nas vivências que a natureza nos oferece,
tem encanto espalhado em cada ser, em cada viver:
Somos um fragmento da vida
de tudo que à nossa volta nos rodeia,
somos efémera existência da criação universal,
fazemos parte dos mares,
dos céus e da terra,
da beleza que nossos olhos pode distinguir
e nosso ser sempre amar.

Sou raiz da natureza,
sou tronco da sua vivência,
frutos do deu existir,
pó no seu repouso.

Valdemar Muge

Saturday, June 27, 2015

O RAMO DE ROSAS


Obrigado amor por essas viçosas rosas,
respirarei esse perfume que elas me traz;
guardá-lo-ei, recordando este momento feliz,
para um dia, saudoso, na quietude da vida,
ao desfolhar as páginas do tempo,
encontrar esse encanto feliz da vida.

Enquanto as rosas que me deste,
viçosas forem, essa delicadeza tua,
vou gravar dentro de mim
a imagem que elas me desfruta,
para quando já não tiverem o mesmo encanto,
já murchas forem do tempo que viverem,
terei no meu olhar a cor de que desfrutavam
e o sentir do suave perfume de que exalavam.

Acariciarei amor,
as pétalas das rosas que me deste,
guardarei esse bálsamo dentro de mim,
porque essas pétalas,
são tuas carícias também,
que de teu coração vieram para mim.
 
Sempre guardarei os encantos da vida feliz,
para um dia,
na serena quietude que o futuro nos envolverá,
os corações felizes, recordar-se-ão.

 Valdemar Muge

Saturday, June 13, 2015

A DOR




Não tens morada certa,
como corres ó dor nos corações sofridos...
dores insaciáveis e de ferida aberta,
dores que dilacera os sentidos.

Dor e amor vivem lado a lado:
quanto amor vem após a dor
e quanto sofrimento se tem por causa do amor.
Dor, será fluxo que brota a força do amor;
está na raiz que faz nascer a seiva do afeto,
no ramo que desabrocha as pétalas amorosas,
na essência que deu vida ao amor.
Dor é como fruto de sabor amargo
que percorre o corpo ardorosamente,
que até ao coração vai e se sente,
mas se dilui no bálsamo do amor renovado.
A dor que na carne se sofre,
é passageira e não fica,
mas a que o coração sente,
essa, muito mais está presente
e como quer ficar eternamente.
Como ela acompanha a angústia,
o desespero, a aflição...
mas a esperança não abandona esse sofrimento,
consola-o e alivia no conforto
do alvorecer do amor que sempre recompensará.

Dor e amor como unidos eles se encontram:
a dor o amor faz florescer;

o amor depois da dor faz viver.

Valdemar Muge

Saturday, June 06, 2015

MULHERES


Estas mulheres que passam,
quantas ligeiras outras pesarosas,
são como aves viçosas
e outras tristes, vagarosas.

Mas que quantas e como alegres vão,
com a felicidade no olhar a brilhar,
são mulheres da primavera,
com a força da luz a resplandecer na vida,
a amar toda a sua gente querida.
Mulheres filhas da luz,
mulheres mães da natureza,
mulheres de abraços maternais,
de carinhos, de trabalho do dia-a-dia,
mulheres de fé,
mulheres de coragem, até.
Elas passam, vivem,
e seguem para a luta da sua vida!

Mas quantas também passam tristes, pesarosas,
com os corações ensanguentados de dor,
os olhos humedecidos sem voz,  no silêncio,
das lágrimas derramadas, sofridas...
saudades de alguém que lhe era querida.
Gente vestida de preto,
sinais do seu luto sofrido,  
quantas viúvas de alma enegrecida,
outras sem o filho, já perdido,
são gente do outono com folhas caídas, 
almas com corações sofridos,
que já não têm os seres que já não lhe vêm,
que já nome aqui não têm
                                  mas dentro delas eternamente moram.

                                  Estas são as mulheres que dão vida ao mundo,
                                  e o mundo lhes canta a vida;
                                  que enchem a natureza de encanto,
                                  e encantam o viver de quem as amam,
                                  e florescem os corações de amor.
                                  Estas são as mulheres de sonhos e de fé,
                                  as da seiva da natureza da vida,
                                  com o perfume das flores
                                  e o suor da labuta.
,
                                  Valdemar Muge

Saturday, May 30, 2015

O MEU OFICIO

  
Procuro no papel o nome da minha profissão,
procuro o ofício de meu exercer,
mas como tem sido em vão,
só vejo papel em branco neste viver!

Que artificie será o meu,
que queria construir com esta terra que piso,
com esta natureza que abraço,
com este mar que me aconchega
e não sei o nome de meu ofício.
Queria ser construtor de fraternidade,
de um mundo de harmonia e paz,
como queria tornar meus desejos em realidade,
mas não encontro bem a forma como se faz.
Com as águas das fontes e a frescura do mar,
lavaria a impureza que reina neste mundo;
com a natureza, sassaria a fome que tanto prolifera
e com uma flor em cada ser, em cada mão,
construiria a fraternidade desejada.

Serei construtor de palavras, de sentidos...
sigo nos caminhos da esperança
que percorro com as palavras do tempo da renovação,
canto pelo caminho os poemas que o coração desejou,
deixo as mensagens a todos que me queiram houvir
onde a minha voz ficou.

Não encontro nome para esta oficio,
assim fico incógnito de tudo isto,
ou não haverá meio de o dar e ser

a quem sonha e deseja neste viver?

Valdemar Muge

Sunday, May 24, 2015

ESTE MEU PEDIDO


Pedi-te a rosa que na mão levavas,
e deste-me tantas quantas que no teu coração guardavas.

Ao me olhares, tinhas um sorriso vindo, pedi-o,
mas deste-me um mar de quantos afetos queridos.

Pedi-te um abraço vindo do coração,
oh! quantos e quantos me destes na tua paixão.

Pedi-te que nossos encontros não fossem ilusão,
não, não foram, foram sementes queridas de união.

Pedi-te um pouco de alegria e compreensão,
e deste-me uma vida cheio de felicidade e amor,
polvilhada com as flores
que do teu coração desabrochavam,
dos sorrisos e abraços
que da tua paixão partilhavam,
numa vida de querida união.

No pedir, nasce a humildade,
mas no partilhar, nascem vidas cheia de beleza.

 Valdemar Muge

Saturday, May 16, 2015

GENTE DA MINHA TERRA


Gente esta que trabalha ao alvorecer do dia,
que desperta para a labuta do dia-a-dia
desde a aurora de cada dia.
Gente que se não deixa vencer,
que luta, que trabalha,
que procura o seu querer.

Esta gente que todo o dia dá o seu esforço,
quanta fadiga a inflama,  
mas também ama,
também afeto partilha.
Gente que abraça a luz da alegria,
que tem o cheiro do sofrimento,
o odor das flores,
a imensidão da cordialidade.
Esta é a gente dos caminhos da esperança,
da concórdia, da amizade e da paz.

Gente quando no dia começa
a força da vontade de vencer alvorece,
ideal que a ela pertence...
mas ao fim do dia,
o cansaço flui ao coração...
e como prova de gratidão
daquele dia que a vida lhe deu,
ao céu ergue uma oração.
  
Mas nesta gente que canto,
(digo-vos com esta voz que levanto,)
que nela ainda querer há,
e sempre haverá,
para no entardecer do trabalho,
um dileto abraço dar,
um afeto difundir,
o amor querido na família espalhar.
Estes são os corações de esposa, filha ou mãe,
tão grandes são como jamais alguém tem.

Esta é a gente que quanta vejo,
que quanta amo,
gente da minha terra,
que no meu coração encerra.

Valdemar Muge

Friday, May 01, 2015

O PEDINTE



Quando caminho na rua,
que desejo este
meu coração tem de pedir,
que desejo este tem de sorrisos,
de olhares,
de amizades!
Mas há tanto tempo o faço
quando por vós passo,
sempre quero encher um regaço
de quantos afetos, de simpatias,
de fraternal amor,
para depois os partilhar para todos
aqueles corações que necessidade têm.

Que pedinte este,
que vê o mundo com tanta carência
de concórdia e de paz,
vê quanta miséria e jactância,
vê quanta falta de fraternidade e amor,
e seu coração quando pela rua passa,
o fraternal desejo de todos abraçar
com o óvulo da paz e,
se reproduza por todos os seres.

Serei o incompreendido
por acharem que não tenho razão
ou por não compreenderem que não há razão
para a razão deste desejo viver?
Serei louco ou sonhador neste viver
que em mim se tornou?
Mas serei um ser que procura a fraternal paz,
um mundo mais compreensivo e feliz,

sem olhar ao que o coração sente e faz.

Valdemar Muge

Saturday, April 25, 2015

O AMOR QUE CANTO


 És o amor que desejei para te ter dia-a-dia,
amor quanto tens de beleza da natureza!:
És suave como a brisa que desliza;
meiga como a pomba que se aproxima,
e teu olhar, quanta luz do dia que nos ilumina.

Tens a essência colhida das pétalas do amor!
Das auroras de cada dia,
colhi a luz que mais brilhava, para te dar;
das estrelas das noites de luar,
te trouxe o prateado para moldar o teu coração;
das manhãs renascidas,
te dei o orvalho para purificar o teu olhar;
de quando do sereno mar,
te trouxe a força para teu viver;
abracei a natureza,
dela te trouxe o amor, a beleza, o encanto,
e tudo te dei e sem nada fiquei…
porque em ti,
moldei o que mais amava,
assim te vejo como amor perfeito
e te guardo no meu peito.
Quis que também tivesses as minhas palavras,
a minha voz,
a minha doação de meu sentir,
de meu afecto.

   Deite o sorriso de criança,
                                  a leveza do pássaro,
                                  o encanto da doce mulher.
                                  Tudo isso de meu coração saiu
                                  e para ti te dei e em ti se fundiu.

                                  Tens dentro do coração,
   o fluído da essência de todo esse amor
   que brota de ti;
   tens dentro de ti,
   a maior beleza que se possa cantar,
   a maior riqueza
   que uma mulher posa possuir,
   para se amar na vida.
   Tens a poesia do meu sentir,
   a poesia do meu viver.

  Valdemar Muge

Saturday, April 11, 2015

O AMOR DA VIDA


Como é doce o amor que raízes profundas tem!
O amor que nos abraça em abraço profundo,
que nos une nos dias renascidos
e nas serenas noites da nossa vida.

É arvore que cresceu e floresceu,
e criou quantas vivencias na sua vida:
Quantos frutos de carinho, de afecto ela deu;
quantas alegrias e tristezas, nela cresceram.

Seres queridos,
que caminham nos serenos dias de amor;
nos seus corações,
 transportam a felicidade irmanada lado-a-lado;
o amor cresceu nos dias renascidos
de carinho e afeto,
nos dias da esperança que o dia de amanhã
seria uma nova chama de amor
que resplandecessem nos corações.

Em cada novo dia,
procuraram abraçar o calor da vida,
colher as flores da felicidade,
ouvir as melodias da natureza
e amar o que à sua volta os abraçava.

Eis o amor que permanece naqueles corações,
alicerçado na compreensão e carinho,

o amor da vida a para a vida.

Valdemar Muge