Wednesday, September 25, 2019

ESTE NOSSO OUTONO



Nesta quietude e dourado Outono    
que à minha volta se espalha,                                                           
bebo do seu cálice de afago e poesia,                                                  
de felicidade e alegria à vida,                                                               
por hoje o poder abraçar e vive-lo dia-a-dia.

O vento me envolve com as folhas deste Outono dourado,                                              e a alma se extasia, 
no embalado encanto destes serenos dias. 
Neste Outono que tenho e vivo,                                                          
ele traz-me as recordações dos perfumes de mel                             
de quantos entes queridos e amados;                                                                               
dos convívios, no crepitar do lume na lareira                                     
de tempos jamais esquecidos.                                   
Desses tempos de menino, 
ficou o odor das flores de felicidade, 
como recordação para este Outono que canto.                                                  
Era então, o rebentar das flores da Primavera, 
que tudo era sonho, ilusão,                                                                                             as almas cantavam e os corações tudo queriam amar.
Mas no Outono presente, 
não quero a saudade das cinzas do passado, 
nem as lágrimas e desilusões que o tempo as levou...               
quero o suave encanto de hoje, construímos-lo,                                                              a alegria do presente e a esperança do futuro.                           
Quero a alegria da felicidade em todos os corações.                  
Quero o riso de cada manhã que renasce,                            
embalado em sonhos acessíveis que a vida nos oferece.          
Quero as mãos e os abraços da fraternidade deste Outono,    
dados em cordial harmonia e concórdia,                                              
e, os lábios e os rostos felizes, em união de felicidade,                      
e todos os membros do corpo,                                                              
se abracem em elo de alegria em fraternal igualdade.             
 Quero a paz deste momento,                                                                  
para espalhar nos meus irmãos                                                                
que sofrem neste mundo conturbado,                                                  
para que todos se ameim, que todos sejam felizes.
Quero a alegria deste Outono de poesia,                                        
para apagar os queixumes                                                                               
e os gritos que chegam até nós:                                                                     
da dor dos desempregados,                                                                          
dos gemidos dos famintos,                                                                           
da angústia das crianças dispersas,                                                               
do desespero dos torturados                                                                            
e da agonia dos moribundos,                                                                   
nesta imensa e humanidade ferida.                                                            
Oh! Membros que sangram, sejam felizes,                                              
tomai a alegria deste Outono que vos abraça e afaga!                           
Porque se assim sofreis,                                                                       
também não posso ter alegria e com vós sofrerei.

Cantemos, abracemos-nos, sejamos felizes!                             
Construamos mil Outonos de paz e amor!                                                   
Se neste Outono, o de hoje, não for aquele que queremos,               
onde as folhas sofridas descansam no silêncio,                         
procuramos sempre o que idealizamos e amamos,                                     
o que sempre a alma ansiou,                                                                            o da serenidade e da paz…                                                              
Estaremos juntos, nesses nossos Outonos,                                       
abraçados ao encanto da poesia, 
ao encanto da felicidade.

Valdemar Muge

Saturday, September 07, 2019

SETEMBRO AMIGO



É nestes dias de Setembro...

Que as pétalas de rosas orvalhadas da manhã,
que se envolvem na frescura da natureza, te suaviza;
que recebes o doce aroma das últimas rosas
que se despetalam,
em terno adeus de saudade, se despedem:
Guarda esse encanto que delas te vem,
por ser as últimas de Setembro que tens,
não menos encanto têm,
até que as novas rosas que para o ano virão desabrochar,
novamente te afagarão.

É nestes dias de Setembro...

Que os teus sorrisos, amor, têm a cor da romã,
e os teus lábios são frescos como as maduras amoras
que saboreias,
como fresca é a água da fonte, à boca te beijando;
nos silêncios, os abraços que preenchemos,
têm quanto sentir querido,
e as palavras, quanto afeto e amor,
dos corações dialogando junto do fresco mar,
e na doçura dos declinados dias, anoitecendo.

Os dias de Setembro...

Está no riacho que desliza afagando o nosso olhar
da esperança, da concórdia do amanhã.
Tem a claridade que nos ilumina e que nos abraça de afeto
e simpatia entre todos.
São dias queridos,
que recebemos e devemos amar este mistério da vida.

                                      Valdemar Muge


Wednesday, March 20, 2019

HINO À PRIMAVERA



Renasce-te Primavera!
Vem fluir as tuas pétalas de alegria e de felicidade,
aos corações tristes e melancólicos do Inverno que passou!

Renasce-te Primavera, à Natureza!
Sejas a promessa do que cantas em teu poema
de nova vida de rejuvenescimento e louvor;
és a promessa da cordialidade, do amor e da paz,
porque para traz, ficaram os ódios,
as contradições maléficas das vinganças e das guerras,
nos charcos infetados do Inverno que findou.

Renasce-te Primavera!
As longas noites de Inverno, já passaram.
Vem florir os dias prometidos,
aqueles que ainda espero ter,
aqueles onde quero encontrar o alegre canto da andorinha,
o desabrochar da flor, da seara, da vida!
Vem, para que possa cantar o hino à natureza,
o louvor ao Criador.

Renasce Primavera,
que com minhas mãos te abraçarei,
e juntos, com tuas pétalas de amor,
iremos encher os corações de tua alegria
às vidas queridas que encontrarmos,
de paz, de felicidade no futuro que nos espera.
E, no silêncio da tua poesia,
ouviremos o cantar dos pássaros e o encanto das flores,
nesta terra onde tanta falta de primavera existe.

Valdemar Muge

Sunday, January 27, 2019

O LAMENTO DO MAR


                          
    
              Era um mar de hinos, de louvores;
de sonhos, de anseios;
de alegrias e de dor.
Um mar que foi e agora já não é o que era:
uma recordação dessa tradição, dessa labuta.

Era uma praia de branca areia,
onde a alegria e a felicidade juntas existiam;
onde as vozes cantavam e os corações se encontravam;
onde os pregões nasceram e a Varina se exaltava!

Agora, já não há barcos, não há pescadores,
não há varinas que deste mar e desta praia viveram,
e o pregão então cantavam:
"É do nosso mar, fresquinho a saltar, quem quer, quem quer!"
                               Desse nosso mar,
já não mais haverá esse peixe que nas ruas se vendia.
Há saudade e tristeza daquilo que era, que foi e jamais será.
Agora, esse mar, à praia um lamento vem deixar,
uma saudade vem beijar, a recordação lembrar,
porque nele está o eco das vozes que dele viveram,
e na praia, sempre estará a frescura matinal do abraço
que o pescado partilhavam.
As Varinas, essas, oh! Não choreis...
(Mas ainda haverá algumas desta praia, deste mar?)

 Homens deste mar, Mulheres desta praia!
 Fostes um marco desta terra:
 Com a vossa fé, vencestes o temor das águas
 com o grito da valentia e a coragem do crer;
 com vosso pregão, levastes seu encanto,
 sua beleza, sua graciosidade por terras além,
 por horizontes da vida.                                    
O tempo, não apagará o valor destes homens e destas mulheres
que venceram uma luta pela sobrevivência da vida,
que jamais se esquecerá das nossas memórias.

 Valdemar Muge

Saturday, December 22, 2018

MENSAGEM




Tenhamos:
Em cada encontro, uma amizade.
Em cada olhar, uma sinceridade.
Em cada sorriso, um afecto.
Em cada gesto, uma ternura.
Em cada tristeza, um conforto.
Em cada regresso, uma alegria.
Em cada mesa, uma partilha.
Em cada lar, o amor.
Em cada família, a felicidade.
Em cada vida, o espírito de Natal
que sempre permaneça nos corações,
em eterno reconhecimento de dádiva Divina
por tudo de bom que somos e temos. 

Valdemar Muge

Votos de um Santo e Feliz NATAL
                                                                                  

Saturday, November 24, 2018

DEPOIS DE ...




Depois do encontro, nos nossos corações
brilhou a luz da esperança, da alegria;
Depois do diálogo, nas nossas almas
nasceu o fluxo da amizade, o desejo;
Depois da convivência, nos nossos espíritos
floriu o amor, a paixão.
Depois destas nossas partilhas,
a união de nossos seres na vida.

Percorreremos os caminhos da verdade e do afeto,
para encontrarmos o destino do amor e da felicidade
nas manhãs das rosas que desabrocham
e a luz que brilha nos corações que se amam.

 Valdemar Muge

Friday, November 16, 2018

O AMOR



Aquele que ama o semelhante,
se amará a si próprio.
será recompensado com a felicidade à sua volta.

O amor é fonte de partilha, de carinho,
de afeto, de união, de perdão.
É fonte de água em constante
alimento da seiva da vida.
É luz, é chama que ilumina as almas;
é espírito que flui nos corações dos seres
de boa vontade e fraternidade querida.
O amor é alimento da palavra de diálogo, de dádiva:
assim, vai rejuvenescendo,
vai crescendo, se vai eternizando.

Não deixemos secar a fonte de partilha e de carinho,
para saciar todos os povos;
Não deixemos apagar a luz e a chama
que ilumina a nossa alma,
para que o mundo seja sempre ilumina com a verdade.
Não deixemos silenciar o diálogo e partilhar a dádiva,
para que sempre haja harmonia, paz e amor.

                             Valdemar Muge

Saturday, October 27, 2018

CONSTRUTORES DO TEMPO



Foste construtor do teu tempo.
Viveste o tempo da tua felicidade e paixões tidas;
das palavras da alegria sentida
que se expandia do coração,
na amizade conquistada;
dos abraços da fraternidade,
do amor, do carinho partilhado.
Construíste os sonhos imaginados
que da alma floresceram;
a essência que abraçaste com generosidade na dor,
na paz, no amor.
Viveste a tua primavera, a tua saudosa mocidade;
espalhaste as pétalas que floriram em teu coração,
e amaste a vida com  todos aqueles que a partilhaste.

Agora, esse tempo te passou.
Percorres o teu Outono:
Abraças a frescura da brisa que passa
no colorido das folhas caídas que te vão moldando;
ouves o murmúrio das águas
que te segredam saudades contidas;
guardas os sorrisos que por ti passam,
restos que ainda perduram.

Estás no tempo das palavras sentidas,
das palavras silenciosas brotadas da alma,
das que ainda não foram ditas, mas queridas,
em poemas moldados de pétalas,
que sempre ficarão em eterno abraço de saudade.
                                                                                            
Agora, no teu silêncio,
no êxtase envolvido no teu corpo,
e a saudade na tua alma,
percorres os tempos por ti passados
e os sonhos que ainda alimentas.
És e sempre serás, o construtor dos teus tempos,
porque eles sempre viverão no teu coração.          

Valdemar Muge 

FOI PARA VÓS



Foi para vós que fiz meus versos, que os cantei,
e sempre que puder sempre o farei!
Foi para vós que clamei o grito do desespero
pela miséria encoberta nas vestes que proliferam;
pela dor causada das guerras sangrentas,
mutiladoras de vidas humanas;
pelas mortes de inocentes abandonados,
dilaceradas das injustiças cometidas.

Foi para vós que os dias me foram mais longos
para poder cantar a beleza da natureza;
para poder cantar a graciosidade e o encanto
da gente desta terra minha tanto,
que por mim passa e que é querida;
para sempre poder dizer este meu sentir
que sempre para vós direi:
"Em qualquer dia, sois verso;
em qualquer hora, sois amor;
em qualquer minuto, fraternidade;
em qualquer momento, amizade."

Que este meu sonho não mais se acabe,
esta voz não se cale,
este sentir sempre flua no meu coração!
Meus versos sempre para vós se ouvirão,
minha voz rasgue os ventos do silêncio,
e minhas mãos espalhe o perfume da natureza
que flui á nossa volta,
nesta ânsia de saciar esta fome de sempre para vós cantar
e este afeto vos dar.

Valdemar Muge

Saturday, October 06, 2018

SUBLIME DESEJO


Somos uns inconformados neste viver.
Quando algo não temos, desejamos o ter;
quando temos, procuramos melhor ser.
O ser humano, anseia sempre ter afeto e amor:
desejo natural de felicidade que procura viver.

Envolto no vento, com ele por além segui,
tanto de belo que vi, mas esse amor querido, não o senti;
atravessei horizontes,
caminhos desconhecidos, rios e montes,
mas que amor esse que voava, voava sem mim!
Cobri-me de luz:
Iluminei flores que desabrochavam para a vida,
dei brilho a sorridos e claridade a corações queridos,
mas não encontrei o que procurava, enfim.
Mas onde estaria o amor que precisava?
Vesti-me então de carinho, de afeto, de simpatia, 
e então sim!
Como o vi, e como ele tão perto estava de mim.
Encontrei-o em cada gesto de cordialidade,
de afeição, de partilha do coração.
Vi que nunca estaria longe...
estava em cada gesto, em cada perdão;
em cada afectuosa atitude,
em cada querer de dar e amar, vindo do coração.

Mas que maravilhoso sentir este do amor,
que nasce de um pequeno coração
e é capaz de abraçar o mundo inteiro,
todo o ser, seja de qual raça for;
conter uma infindável felicidade e perdão,
e afagar quantas lágrimas sentidas de dor.


Valdemar Muge

Sunday, July 15, 2018

OVAR, TERRA FLOR PRIMAVERA




ÁGUAS IMENSAS de horizontes longínquos, daqui vos vejo a marejar...
Sois berço onde o sol se põe reclinado ao som das tuas ondas, adormecendo, embalado se vai, se vai...
Vejo-te do cimo desta terra minha, que quanta já foi tua e me deste para terra de encanto meu, e a possa amar neste meu viver que aqui nasceu.
Águas deste mar infindo, afagai este canto que mando e gratidão deste meu sentir. Mas reparai, não tenho forma e jeito tanto de versos fazer, que mereça tão grande carinho que por ti sempre quero ter.
Esta é a terra florida que destas águas salgadas nasceu, a terra afagada na brisa das suas ondas, que vaidosa se espraia no espelho das suas águas, e se alimenta de quanto do que é teu.
É a terra de quando pelo mar banhada, a ofereceu; e de quando isso aconteceu, a lua numa noite de encanto seu, a beleza espalhou á ria que até aqui cresceu, o sol deu-lhe mais luz e cor á sua natureza que formosa se tornou; as aves encheu-lhe de melodias, cantando o que Deus criou; e a aragem moldou o mais belo sorriso, nas belas varinas desta terra, que dela sou!
Nas tuas brancas areias que se espraiam até ao mar, rebentaram as raízes que iriam fortificar as árvores semeadas por um povo que se expandiu, um povo cordial, amigo e fraternal; um povo de fé, de esperança da vida vencer, de alegria na alma de amar querer, que pelo areal desceu e a vida venceu.
Um povo que vê esta terra como sua, que nela quer trabalhar e as sementes cultivar; os frutos colher; as fábricas produzir; a sua vida nela viver! Mas quanto dele também sofre com a mágoa na alma, ao ver quantos dos seus filhos dela saírem por não terem aquilo a que tinham direito e querer... eu, aqui fiquei, livre, para poder cantar esta terra primavera, povo dela que comigo canta!
Esta é a terra primavera á beira-mar debruçada, flor silvestre nas areias brotada, papoula garrida coberta de iodo deste mar que é seu e meu!
Terra primavera que tens praia com ondas da cor do céu, com espuma de brilho de prata e búzios que se espraiam das dunas ao mar: que guardam os alegres sorrisos das crianças, brincando; as ternas caricias dos apaixonados, amando; a felicidade dos que te procuram e desejam o teu encanto e prazer, te querendo; a saudade de todos aqueles que em tempos contigo viveram. São mimos que te procuram, são belezas que tu acolhes...
Eu te chamo flor minha e sempre o será, pois minha voz sempre a cantará!
Não haverá terra mais minha, flor brotada na primavera nascida, igual que tanto encanta, só tu! (pois quando dela falo desta imensa afeição que em mim vive, este sentir na minha alma se levanta!)
Assim, este povo foi descendo dos seus bairros, descendo até ao mar nesta terra prometida, ao encontro do mar para suas águas rasgar. Foi conquistando a terra: deu-lhe o louro do milho e a brancura do trigo; rasgou caminhos e construiu lares; rasgou águas e descobriu novos horizontes daqui desconhecidos; cultivou desejos e arrecadou amizades.
Povo este da beira-mar, nascido com o iodo do seu mar e o encanto de saber amar, com a graciosidade da beleza e a felicidade no seu coração.
E neste já reclinado dia que daqui o vejo, quando o sol se prepara para nestas águas adormecer, deixando um abraço neste mar e terra que a sua luz lhes ilumina, embalado, eu, como ele, abraço esta natureza que no meu peito encerra; esta paz que nasce na cristalina e fresca água das suas fontes e se desliza nos rios que silenciosamente vai correndo por entre o verde harmonioso da natureza; abraço os sorrisos de luz que afloram das almas felizes e se estendem a todos em abraço fraternal.

Valdemar Muge





Saturday, June 09, 2018

PARA ALÉM DAS ESTRELAS



Para além das estrelas,
quanto imenso amor foi, carinho, amizade...
aqui ficou a saudade
dessas vidas queridas, idas,
tão sentidas, nesta triste realidade.

Para além, foi a suavidade do teu olhar,
dos teus carinhos, do teu amar;
foi a luz dos teus sorrisos,
a frescura dos teus beijos, a vida de um ser...
aqui, ficou a saudade no meu viver de não te ter,
e sempre te querer na vida que passa
nesta dolorosa tristeza que me enlaça.
Então, um dia nos encontraremos!
Também irei para além dessas nossas estrelas,
as estrelas da Paz, do Amor, da Felicidade...
(a essência da vida,)
nas nuvens do destino.
Seguirei com as minhas pétalas sofridas,
essas, que aqui habitaram;
juntos, as espalharemos transformadas em amor e paz infindos;
e com esse novo e nosso Amor encontrado,
dele brilhará a luz da Vida na alegria e felicidade,
amor que não precisa de palavras,
mas os espíritos em fraternal e infindável união.

Aqui, no silêncio da terna saudade,
ficará o perfume da poesia espalhada,
como nossa querida recordação deixada.
                       

                          Valdemar Muge

Sunday, January 21, 2018

ERA UMA CRIANÇA


Era uma criança que sonhava...
Sonhava com as suas fantasias,
com as suas poesias.
Ela sonhava que iria percorrer o mundo,
cantando, sorrindo para todos,
amando quem encontrasse.
Iria construir pontes de amizade,
abraços de cordialidade,
sóis de felicidade, luas de amor.
Iria navegar para espalhar a paz onde chegasse,
semear campos de flores e de trigo,
abrir fábricas de trabalho e harmonia.

Era uma uma criança que sonhava...
com sonhos de auroras de esperança
e vidas de primaveras...
e hoje, talvez ainda sonhe junto de nós,
por um mundo melhor... 
construindo a sua história para contar,
e sempre a recordar.

Mas, aquela criança quanto de estranho pensava:
que quanto mais sonhava,

tantas quantas realidades não se concretizavam.

Valdemar Muge

Saturday, December 16, 2017

NÃO TE SEI DIZER ADEUS


Não te sei dizer adeus!
Não sei ficar sem os teus carinhos,
sem a tua amizade.
Como posso despedir-me de ti
para ficar sem o teu afago,
a tua simpatia, a tua bondade:
meu ser jamais suportaria
a falta desses teus maravilhosos dons.

Não! Não te sei dizer adeus.
Não sei viver sem a frescura do teu rosto,
sem a ternura do teu olhar,
sem as carícias das tuas mãos!
Quando presente não estiveres,
em meu coração
o Génesis do teu ser sempre habitará
e brotará a força da alegria,
da felicidade, do amor!
Com as tuas lágrimas de despedida,
regarei as pétalas por ti deixadas em meu coração
e sempre florescerá as rosas que soubeste plantar.

Mas... nunca te sei dizer adeus,
porque de mim jamais partirás:
deixaste-me as raízes da vida comungada,
e sempre no meu ser habitarás.


Valdemar Muge

Saturday, November 25, 2017

SENTIDOS DA VIDA


Seguiremos nos caminhos da verdade,
para sempre encontrar a paz,
porque neles e só neles,
é que poderemos ser os construtores
da essência da harmonia em todos nós.
                Caminharemos sim, nesses caminhos da vida!

Pelos caminhos além, mesmo duros que sejam,
tornar-se-ão mais suaves,
quando levamos a fé e a esperança
de alcançarmos o objetivo desejado.
                Então, no horizonte festejemos esse encontro!

Sempre permaneceremos na justiça e na verdade,
porque serão eles e com eles,
os germinadores da paz e do amor em todos os povos.
                Sejamos pois, os construtores duma paz universal!

Seremos os cultivadores das sementes da concórdia e da alegria,
porque delas é só delas,
nascerá os frutos da felicidade e do amor.
                     Partilharemos pois a alegria da concórdia!

Na vida, guardamos todos os nossos sonhos
com a esperança de um dia os tornar realizáveis,
ou, quantas vezes,
eles são recordações de saudades dum passado.
          Quanto a vida é maravilhosa com os sonhos realizados!

É nos teus olhos, o reflexo do coração,
que vejo quanto tem a força duma amizade,
o encanto da felicidade,
a alegria de quanto amor de ser mãe!

            Exaltemos um louvor à vida, pela vida que temos!

Valdemar Muge

Saturday, November 04, 2017

AO CAIR DA TARDE


Ao cair da tarde...
passa a aragem das palavras ditas:
do amor, da alegria, dos afetos infindos;
passa a dos sorrisos, carinhos e desejos queridos.

Ao cair da tarde...
caem as pétalas benditas:
da concórdia, da felicidade, do amor;
caem as lágrimas perdidas:
da saudade, da ausência e da dor.

Ao cair da tarde, nossos olhares se acariciam;
nossas mãos, carinhosamente partilham;
nossos corações, se unem afavelmente.

Ao cair da tarde, caem do céu...
as pétalas da saudade de Ave Marias
e de outras quantas Almas queridas,
para junto da saudade aqui tida;
e o Sol, no horizonte, em seu suave deleite,
no imenso mar se espraia,
mostrando na sua infinita natureza 
como grande é a sua beleza,
e as águas, a meus pés afagando, se dando...

Mistério este da vida...
tão grande como a profundeza dos oceanos,
ou o esplendor do infinito Universo,
que se sente ao cair das tardes...
mas mais pequenos não são os sonhos do poeta,
quando crescem nos corações e se tornam em realidades,
que fazem nascer auroras de felicidade de novos dias,
e primaveras renovenescidas de amor.

 Valdemar Muge