Saturday, January 23, 2021

O INVERNO QUE VEM...


 

            O INVERNO QUE VEM...


O inverno vem, aproxima-se, quer estar presente.

Este tempo, traz a saudade primaveril dos teus sorrisos,

e do feliz encanto no teu olhar em cada manhã, de então;

a saudade da magia dos sonhos que fluíram para realizar e amar,

de quando do florescer das tuas jamais esquecidas primaveras.

 

A saudade de quando te confundias com as tuas flores;

te misturavas, airosa, com o afago do teu mar;

te deleitavas, romântica, ao pôr do sol, sonhando o futuro,

e nas auroras renascidas, agradecendo a vida de mais um dia,

porque era primavera e fazias parte dessa que então existia.

 

Nesse inverno que se aproxima...

Não importa não teres a alegria desses teus sorrisos de primavera,

mas tens os ternos e doces sorrisos de hoje, tão queridos,

os deste tempo de Outono, que também são belos;

não importa não teres a espontânea alegria da juventude,

mas tens a não menos querida felicidade do tempo que passa,

a que hoje abraça os nossos corações;

não importa não apanhares as flores da primavera,

mas tens dentro de ti,

o aroma de todas aquelas que as guardaste durante a vida:

de amor, de felicidade e paz,

para o espalhares por todos aqueles que te rodeiam e te estimam.

 

Não fiques triste, amor, por não estares nessa então primavera,

Pois esse teu Outono, também tem o seu encanto:

Não tem a beleza do renascer da natureza,

ou o calor do sol do verão que faz escaldar os corações,

mas tem o doce e suave brilho do dia

e o aconchego apaziguador do sol que te embala.

Tens a singela e sempre querida flor que te rodeia...

ela, é a primavera neste tempo presente,

em abraço de amor e paz,

porque quando as auroras do amor permanecem junto de nós,

as primaveras resplandecem junto dos corações;

e tens a ave que te quer e suavemente te afaga em cada dia

no aconchego carinhoso que te envolve…

porque ninguém há de corromper esse carinho até á morte,

assim será essa a dita e feliz sorte!


Valdemar Muge

 

Saturday, July 18, 2020

QUERO MAIS



Como queria ver nos rostos,
                               mais sorrisos e mais afetos partilhados,
                               porque tão poucos agora os vejo,
                               tão poucos os encontro e quanto os desejo.
                               Que bom se fosse possível,
                               a aragem de ternura e da felicidade
                               se envolvesse nos seres angustiados e infelizes:
                               pois como tantos são os que vejo nas ruas da solidão;
                               na juventude desorientada e viciada, perdida;
                               nos bairros que a pobreza prolifera
                               onde a escura nuvem encobre e amortalha
                               a angústia e a miséria.

                               Como queria mais sinceridade,
                               mais amor entre as pessoas!
                               Mas para onde teria ido tais virtudes?
                               Teria o vento as levado,
                               ou as águas do rio para o mar as navegado?
                               Angústia a minha, que não sei onde as encontrar...
                               pois quantas vezes elas são perdidas ou é roubado,
                               voa dos corações que não as conseguem guardar,
                               e em vez de amor, fica a triste desilusão a habitar.

Juntei um abraço de rosas de primavera,
                               porque a natureza deu-lhes a fragrância carinhosa
                               em forma de pétalas de sonhos e afetos de vida,
                               para as ofertar a toda a gente querida...
                               procurei as bocas com sorrisos de amizade
                               e com palavras de afetos e simpatia,
                               para deixar nos lábios o aroma da primavera,
                               polvilhando a doçura da ternura querida...
                               e quanto meu coração trouxe para espalhar                         
                               onde tanta carência habita e tanto amor falta dar.

Creio na vontade de haver mais amor nos corações,
mais alegria, mais carinho, e tudo isso sempre espalharei,
porque em tudo isso creio,
e porque amo, tudo isso quero partilhar!
Porque somos espírito de Deus, espírito do Amor,
nos caminhos da Verdade, da Justiça e da Vida,
dádivas para a todos ofertar.

Valdemar Muge 


Sunday, May 31, 2020

UMA TERRA PARA AMAR



Vem amigo,
juntemos-nos ao brilho da luz que se espalha nas pessoas:
com ele, abracemos com amizade os corações que passam,
verás então, como elas felizes nos enlaçam;
guardamos os afectuosos sorrisos das faces trigueiras
e do terno olhar de verde mar, das varinas que aqui habitam:
verás que seremos adejados com a alegria da felicidade encontrada.

Vem comigo,
pelo amanhecer de cada dia,
verás o encanto a renascer, a serenidade, a beleza desta terra:
ela tem o desabrochar das pétalas de sonhos
que os corações destas gentes brotam em cada olhar,
em cada sorriso que lhes vem e que recebemos;
tem a essência em cada gesto que sai da ternura,
do afecto, que dia a dia partilhamos;
da dádiva de amor em cada manhã que o sol nos aconchega,
em cada noite que as estrelas nos protegem, a alma iluminando.

                               Vem comigo!
                               Sentiremos o odor da aragem permanecida:
                               Viver aqui, tem-se a essência do mar nesta aragem
                               que ele nos sopra com o som das gaivotas, voando;
                               vem deliciar-te no quadro que a natureza criou junto á ria
                               onde povoam as imagens de sentido poético,
                               onde a lua se reflecte e o sol as águas acaricia, 
                               como uma magia;  
                               vem deliciar-te desta terra,
                               onde as flores têm o aroma da dádiva da amizade,
                               e os frutos, o cheiro do ardor do trabalho lavrado;
                               onde o cântico de Paz e da cordialidade ecoa,
                               e a Luz brilha aos olhos de quem anseia a felicidade.

Vem!                                                                                                                    vamos ver as flores desta terra que o amor faz desabrochar,                    e os frutos que as mão cansadas à terra semeou:                                      são raízes da minha terra que vos canto,                                                      que vos ofereço amando,                                                                                  porque outra não tenho,                                                                                    outra não sei amar, cantando.                                               
É a minha terra humana, na qual me deito                                                    e que tanto está dentro do meu peito. Ovar!

            Valdemar Muge





Saturday, May 16, 2020

GUARDO A ESPERANÇA


Guardo a esperança no peito,

de que o futuro me dará o tão esperado desejo:
De que a felicidade a todos há de voltar;
o receio de viver sem abraços, há de findar;
o fraternal convívio, há de chegar;
a união entre os povos, há de renascer;
ao maléfico inimigo,
a coragem e a tenacidade o há de vencer!

Guardo a esperança no coração,
para que haja uma flor de carinho em cada criança;
uma madrugada de afeto em cada ser;
Um sorriso sem máscara em cada face,
uma dádiva de amor em cada coração;
um novo mundo de paz, de felicidade,
de afeto em cada irmão.

Não fiquemos prisioneiros do mal,
da angústia, da dor,
venceremos os obstáculos encontrados
e libertemos para a alegria,
para a fraternidade, para o amor.
Esta esperança que dentro mim existe,
não a perderei,
porque sei,
que lá fora um sorriso para mim e para ti espera,
uma vida para abraçar e amar, que o futuro encerra.
A esperança de um Mundo que o Criador sempre ansiou.


 Valdemar Muge

Saturday, May 09, 2020

PEDIDO



Há tanto tempo já, no teu rosto,
encontrei o sorriso da simpatia, da felicidade, do amor.
No teu coração, a força do querer, de partilha, de amar.
Das tuas primaveras, ficaram-te as flores que tanto amas;
e das tuas tardes de Verão,
te ficou o sol que te ilumina e brilha, que a todos irradia.

Como esse teu encanto que em mim fascina:
Essa natureza e essa luz que te irradia,
ou essa felicidade querida que senti,                 
são elos queridos que o tempo não apaga e que perpétua.
Não deixes o orvalho das frescas manhãs do outono,
arrefecer esse calor que brota do teu coração,
e o inverno, murchar o aroma das rosas que saem do teu rosto,
porque então, meu coração sem rosas ficaria
e sem o teu calor, morreria.
Não me tires o teu sorriso que em mim vive,
e a tua doçura que em meu corpo se espalha:
É bálsamo, encanto que de ti veio,
pedaços de vida que te floresceu, e sem eles,
tu e eu, nossas vidas sem sentido ficariam.

Vem, continuemos a caminhada ao encontro das primaveras,
abraçando as pétalas das flores que amamos,
e aguardemos o encanto do outono que ainda nos espera;
Alimentamos a esperança que o futuro continuará a ser feliz
e o amor sempre se renovará;
as mágoas, as tristezas, essas se houverem,
serão esquecidas, perdoadas, para que não nos atropelem,
e assim, o amor sempre viverá.

Meu amor:
Vivamos com os nossos sorrisos nascidos das primaveras,
das auroras de cada dia,
do amor da vida passada e com ele o futuro,
e esperemos o outono na fresca aragem do nosso mar
e no cântico do rouxinol que sempre nos espera,
mas não me negues o teu sorriso, o teu encanto de felicidade,
porque sem eles, não sei o que de mim seria.
Lutaremos para que ninguém nos roube a felicidade encontrada,
porque essa, é a Luz que em nós sempre brilhará e é partilhada.

Valdemar Muge

TEMPO DE SILÊNCIO



Neste tempo de silêncio:
Não ouço as vozes do pregão,
nem vejo o homem que labuta,
nesta cidade que agora tristeceu.
O alegre brilho da rua escureceu,
onde vós, que então felizes a povoava...
agora, todos procuram, arautos da vida, anseiam,
lutam por uma luz que ilumine esse vazio obscuro,
para a renovação da vida na esperança do futuro.

Neste tempo que passa:
A tristeza imerge nos rostos sem o sol da praia triste,
e as águas do rio correm sombrias como nunca viste
sem gentes para lhes afagar,
e seu corpo lacrimoso, sozinho, lá vai chorando
por não ter ninguém para lhe cantar,
apenas é o vento vadio, que o leva embalado;

O marejar das águas do mar,
apenas sussurram com as gaivotas na praia vazia,
onde agora só mora a derradeira maresia
sem os alegres sorrisos que eram vividos,
sem abraços, sem beijos que então eram tidos;
Esses vossos rostos do silencio,
que tão alegres viviam… são como o meu:
dói-me esta tristeza que nas águas passa,
este ar que no coração o escurece e trespassa,
esta solidão que parece noites escuras
onde minha alma entristece deste sentir meu.
Agora, são sofridos, devaneiam dentro das paredes
á espera que na rua, o pregão ecoe com a alegria da vida;
que as portas se abram
para que a primavera floresça com todos povos, felizes,
se libertem nas ruas juntadas de rosmaninho desejado!

Este tempo de silêncio, continua
à espera que o grito da vitória apareça
contra o maléfico invisível que perdura.
A luta é árdua e persistente,
e a ansiedade nos corações está presente.
É tempo de lágrimas por aqueles que não venceram a luta
e a saudade fica-nos na memória da triste ausência.
Que se ouça novamente o canto da felicidade
e a alegria se espalhe nos rostos de todo o mundo,
e eles felizes,
iluminem os escuros dias deste tempo que passa,
e permaneça nos renovados abraços,
a fraternidade e aleluia dos povos!

Valdemar Muge

DOCE PRIMAVERA


DOCE PRIMAVERA

Mas que ar este que se respira,
                               que aqui mora, que me embala e consola!
                               Parece brisa com cântico de Primavera
                               ou suave bálsamo de alegre melodia;
                               bendita aragem que aqui passou,
                               para que esta frescura que aqui ficou,
                               seja este leve e doce aroma que se instalou.

Razão esta, desta essência que aqui se vive,
                               que faz nascer aromas em mim,
                               e afetos que o coração sente?
                               Agora, sei a causa que esta é:
                               são encantos que vêem de ti,
                               são aromas que não se vêem,
                               verdades que não mentem,
                               mas sei que os tenho,
                               e tanto eles se sentem em mim.

Porque será que as Primaveras
                               continuam a florir em mim
                               com afetos que resplandecem?
     - Mistérios da natureza, esses em fim.
     Agora sei que vêem de ti, esse espírito primaveril,
                               mesmo o tempo do Outono que amanhece
                               que não deixa de nos querer aparecer...
     São pétalas queridas que desfolhamos ao amanhecer
     e com elas, nos cobrimos ao anoitecer,
     num doce e meigo amor transparente.
                               Este bálsamo que nos encanta e aquece,
                               é porventura doce amor que jamais arrefece,
                               nesta cativa primavera que a música nos embala
                               em doce e eterna melodia que dentro de mim exala.

                    Valdemar Muge

Saturday, October 19, 2019

NO OUTONO DA VIDA



Desse Outono,  dá-me todas as folhas que dele te vão caindo,
que eu as transformarei em flores de primavera, para ti, amor;
Dá-me todas aquelas tristes e melancólicas que ainda possuis,
que eu te darei ainda mais de outras tantas de alegria e felicidade;
Dá-me aquelas sofridas e dor sentida que te envolveram o coração,
que eu te darei tantas quantas de carinho e afecto
polvilhadas de paixão.

A aragem da vida,
te trouxe o terno Outono, a nostalgia, a saudade...
vem comigo, amor,
que iremos por além, com os sorrisos da felicidade,
com a alegria da vida, com a paz do amor.
Neste nosso abraço,
levamos a sensação do eterno Outono,
transformado em primavera rejuvenescida,
com o aroma das rosas de carinho que nos envolve...
a brisa continuará a levar-nos até às estrelas da paz
que nos iluminam e nos abraçam na nebulosa do amor.

Acredita, amor, que esta alma que o coração te ama,
o amor envolto no renascer da vida de cada dia, que encanta,
vence e transforma em realidade os sonhos queridos
que mais desejamos e se renova nos nossos Seres.

Valdemar Muge 


Wednesday, September 25, 2019

ESTE NOSSO OUTONO



Nesta quietude e dourado Outono    
que à minha volta se espalha,                                                           
bebo do seu cálice de afago e poesia,                                                  
de felicidade e alegria à vida,                                                               
por hoje o poder abraçar e vive-lo dia-a-dia.

O vento me envolve com as folhas deste Outono dourado,                                              e a alma se extasia, 
no embalado encanto destes serenos dias. 
Neste Outono que tenho e vivo,                                                          
ele traz-me as recordações dos perfumes de mel                             
de quantos entes queridos e amados;                                                                               
dos convívios, no crepitar do lume na lareira                                     
de tempos jamais esquecidos.                                   
Desses tempos de menino, 
ficou o odor das flores de felicidade, 
como recordação para este Outono que canto.                                                  
Era então, o rebentar das flores da Primavera, 
que tudo era sonho, ilusão,                                                                                             as almas cantavam e os corações tudo queriam amar.
Mas no Outono presente, 
não quero a saudade das cinzas do passado, 
nem as lágrimas e desilusões que o tempo as levou...               
quero o suave encanto de hoje, construímos-lo,                                                              a alegria do presente e a esperança do futuro.                           
Quero a alegria da felicidade em todos os corações.                  
Quero o riso de cada manhã que renasce,                            
embalado em sonhos acessíveis que a vida nos oferece.          
Quero as mãos e os abraços da fraternidade deste Outono,    
dados em cordial harmonia e concórdia,                                              
e, os lábios e os rostos felizes, em união de felicidade,                      
e todos os membros do corpo,                                                              
se abracem em elo de alegria em fraternal igualdade.             
 Quero a paz deste momento,                                                                  
para espalhar nos meus irmãos                                                                
que sofrem neste mundo conturbado,                                                  
para que todos se ameim, que todos sejam felizes.
Quero a alegria deste Outono de poesia,                                        
para apagar os queixumes                                                                               
e os gritos que chegam até nós:                                                                     
da dor dos desempregados,                                                                          
dos gemidos dos famintos,                                                                           
da angústia das crianças dispersas,                                                               
do desespero dos torturados                                                                            
e da agonia dos moribundos,                                                                   
nesta imensa e humanidade ferida.                                                            
Oh! Membros que sangram, sejam felizes,                                              
tomai a alegria deste Outono que vos abraça e afaga!                           
Porque se assim sofreis,                                                                       
também não posso ter alegria e com vós sofrerei.

Cantemos, abracemos-nos, sejamos felizes!                             
Construamos mil Outonos de paz e amor!                                                   
Se neste Outono, o de hoje, não for aquele que queremos,               
onde as folhas sofridas descansam no silêncio,                         
procuramos sempre o que idealizamos e amamos,                                     
o que sempre a alma ansiou,                                                                            o da serenidade e da paz…                                                              
Estaremos juntos, nesses nossos Outonos,                                       
abraçados ao encanto da poesia, 
ao encanto da felicidade.

Valdemar Muge

Saturday, September 07, 2019

SETEMBRO AMIGO



É nestes dias de Setembro...

Que as pétalas de rosas orvalhadas da manhã,
que se envolvem na frescura da natureza, te suaviza;
que recebes o doce aroma das últimas rosas
que se despetalam,
em terno adeus de saudade, se despedem:
Guarda esse encanto que delas te vem,
por ser as últimas de Setembro que tens,
não menos encanto têm,
até que as novas rosas que para o ano virão desabrochar,
novamente te afagarão.

É nestes dias de Setembro...

Que os teus sorrisos, amor, têm a cor da romã,
e os teus lábios são frescos como as maduras amoras
que saboreias,
como fresca é a água da fonte, à boca te beijando;
nos silêncios, os abraços que preenchemos,
têm quanto sentir querido,
e as palavras, quanto afeto e amor,
dos corações dialogando junto do fresco mar,
e na doçura dos declinados dias, anoitecendo.

Os dias de Setembro...

Está no riacho que desliza afagando o nosso olhar
da esperança, da concórdia do amanhã.
Tem a claridade que nos ilumina e que nos abraça de afeto
e simpatia entre todos.
São dias queridos,
que recebemos e devemos amar este mistério da vida.

                                      Valdemar Muge