Saturday, February 01, 2014

SIMPATIA




               
    

                O elo da simpatia vive na rua!
A união da concórdia, do afecto, do amor,
passa em cada ser quando nos cruzamos.
Eles nos abraça com um simples sorriso,
com uma simples palavra
em cada renascer de um novo dia.

Em cada dia a luz nos abraça,
o vento nos afaga,
o ar nos dá vida
e cada ser, que à vida nasceu
e a vida quer viver,
nos quer,
nos deseja,
nos ama!

Em cada momento, passamos por um ser
da concórdia e do afecto.
Uma essência como a nossa, por nós passa
no desejo da união em todos com o amor.

Cruzemos com cada olhar: um sorriso;
Em cada gesto: uma afeição;
Em cada encontro: uma amizade.
E o futuro nascerá em cada ser
com mais esperança da felicidade e amor.
Na natureza, de que a vida faz parte,
revivescerá cada flor, cada arvore,
cada ser com mais encanto e beleza.

Valdemar Muge

Monday, January 27, 2014

DESEJO





Quem me dera sempre ver a paz entre os povos,
sentirmos em fraternidade no bem que cremos e somos.
Quem me dera ver a amizade em todos os seres
e a reinar a tranquilidade nos corações necessitados,
então sim, os povos seriam mais amados.

Quem me dera sempre ver as crianças felizes, brincarem
e todos as querer amar;
quem me dera ver os idosos protegidos,
amparados na velhice e conforto terem,
então sim,
 mais fraternidade havia nos seres por todos queridos.

Quem me dera ver o planeta mais protegido
e a maléfica poluição desaparecer,
seria dar vida à vida para nela viver.
Quem me dera tudo isso ver...
então esse sim, seria um mundo harmonioso
e que todos deviam felizes nele viver!

Quem me dera ver...
... um simples sorriso em cada ser
e em cada rosto ver
a felicidade irradiante e transmitisse a paz desejada.

Quem me dera ver...

     *

Mas o que vejo...
que vejo neste conturbado Planeta?:
As faltas de compreensão entre os Povos
e as vinganças surgirem, crispadas
nos corações desassossegados;
Os cárceres dos desamparados cheios de corpos sem abrigo;
A fome proliferar-se nos povos necessitados,
(e quantos são abandonados...);
Quanta miséria nos idosos
e as crianças a morrerem com o olhar da condição de fome.

Os canhões ecoam!
Os estilhaços caem nos charcos sangrentos da morte.
As titânicas guerras que só fazem montes de ossos humanos,
despedaçados nas valas dos desgraçados;
Montes de crianças inocentes do cutelo malfazejo do mutilador!

... E os gritos correm,
correm neste vento desesperado!
ecoam por toda a parte,
mas nem todos ouvem a dor que os infelizes sentem!...

... E os gritos correm,
como se ouvem neste mundo tão conturbado!
Os corações deixam de ter força
e as lágrimas a perderem-se nas covas dos mortos.
Não há Deus que queira a vingança,
mas só o Amor!
A dor se espalha com a fome nos corações inocentes,
num mundo de incompreensão e de ideais conturbados...

Exista sapiência, sapiência!
Todos são irmãos e que todos vivam na paz
que este mundo proporciona.


 *

Sejamos os portadores das afectuosas vontades da humanização
vindas dos livres corações;
Sejamos os obreiros da paz e da concórdia,
        seria então uma bela vitoria.
Sejamos as vozes que ecoarão e os semeadores da compreensão
e da harmonia,
        como bom seria todos vivermos em alegria.


Na Terra onde havia sangue,
nasça as flores da felicidade e da paz,
        seria a mais bela primavera da natureza que faz.

Nos negros dias da intranquilidade,
resplandeça a luz da alegria e do sossego,
        prece que ao Criador ergo.

Nos corações flagelados da guerra,
nasça os dias da esperança harmoniosa
e do bem estar para todos!
        Testemunho este que aqui pomos,
        porque quem me dera sempre ver
        a paz entre os povos.


Valdemar Muge                                                                                                                      

Monday, January 13, 2014

CAMINHO NA CIDADE




Caminho na cidade conturbada,
dos seres sem certezas do destino.
Sem destinos para onde caminham,
sem futuro que há vida procuram.

Caminho na cidade dos seres ansiosos,
dos que perguntam para onde vamos?
Hoje, aqui e assim estamos,
amanhã, que seremos, de quem somos?

Caminho com os rostos dos sacrificados,
daqueles que sofreram das atitudes dos outros;
Das promessas vãs que ecoam às gentes;
Das injustiças promulgadas desastradamente!

Caminho na cidade conturbada das lutas,
das ânsias, das atitudes vencidas.
Caminho ao lado dos seres que querem vencer
os malignos espalhados que hoje proliferam.

Caminho com a esperança de um futuro melhor
de justiça social, trabalho e progresso!
Caminho com o desejo para uma cidade
de seres fraternais e rostos felizes.

Valdemar Muge

Saturday, January 04, 2014

PALAVRAS




Deixo um regaço de palavras
a todos que as queiram receber e recordar,
palavras estas que um ser amigo pode dar.

Com estas mãos, escrevi as sílabas sentidas,
como prova de carinho e amizade,
na sempre e tão quanta sinceridade.
São palavras de quem sempre quis a paz e a concórdia
num mundo tão conturbado;
a esperança, nos corações desiludidos e perdidos;
a felicidade encontrada para os infelizes
e o reconforto na dor quando vinda.

Eis as palavras escritas à minha terra
que sempre desejou que existisse o amor;
à sua gente, que dia-a-dia encontramos, falamos e estimamos;
e à beleza aqui espalhada, em cada canto, em cada ser.
Ficam as palavras que correm no fluir das águas dos rios
e se repousam nas salgadas águas dos seus pescadores.

Eis as palavras envoltas na aragem vinda do mar
que nos acaricia;
do mar que nos embala e nos faz sonhar
no atapetado chão das brancas areias,
e das gaivotas passando sobranceiras.

Deixo todas estas palavras escritas nas brancas folhas
que às vossas mãos chegam
e ao olhar, acarinha suavemente,
recordando de quem sempre em vós pensou...
deste ser que da sua terra nunca se esqueceu
e a alma vareira desta gente, no coração viveu.

                                                                              Valdemar Muge
__

Sunday, December 08, 2013

PERCORRI


Percorri
e encontrei quantos
gestos alegres e de dor;
quantas ternuras e desassossegos;
quantas vidas cruéis e de amor.

Encontrei nas agrestes calçadas
polidas das passadas dadas,
o suor da luta pela vida,
e a dor derramada das vidas
de quantas já foram perdidas.

Encontrei quantas mãos generosas,
já enrugadas, cansadas, idosas,
a oferecerem quanto generoso amor;
quantas almas queridas,
exemplares humanizantes vidas
a distribuírem a paz com fervor.

Encontrei a brisa que me abraçava,
afago tanto ela me dava;
a natureza que me acariciava
no percurso encetado que realizava.

Percorri,
e encontrei tanto que procurava:
Em tudo que vi,
na fraterna comunhão encontrada
quão ansiosa e esperada,
senti,
ser fragmentos da criação da Vida,
de bondade e de amor.


Valdemar Muge 

Sunday, November 24, 2013

TU QUE POR MIM PASSASTE


Tu que passaste por mim,
e rias, rias do que vias...
Das meras aparências
moldadas para consolo da vista
e uma aparente oferecida felicidade.

Tu, que por mim passaste
quando nas geladas nuvens das insensibilidades,
não viste gravadas as verdades
nas pedras das ruas, as lágrimas que vi!

Olhai e vede nos espelhos partidos, caídos,
as faces doridas com as cicatrizes marcadas!
Vede os rastos deixados, sofridos,
sulcados nas pedras das recalcadas dúvidas!

Para onde vamos? Para onde?!
Com tanta amargura e desespero constante!

Riem-se, riem-se pobres insensatos!
Se ao menos os vossos risos,
quão impertinentes,
alegrassem as faces moribundas!...

Mas não,
tudo isso é vão.

Eu, já nem lágrimas tenho
para derramar nas árvores da esperança,
só vejo os velhos troncos da incerteza.
Já não tenho força,
para correr com o vento
à procura das águas das futura confiança,
para banhar a terra desflorada, abandonada,
e caminhar no chão das verdades prometidas.

Aqui fico...
         Aqui fico, desiludido...

            Valdemar Muge 

Sunday, November 10, 2013

NA RUA


São como nuvens correndo
sem que olhem e vendo
no espaço da rua agitada.
São seres com angústia guardada,
gente que trabalha e quer ser amada…
mas como correm e são apressadas!

Gente esta que o destino lhes deu,
sempre correndo para que algo seja seu.
Quando passais por mim, não vedes
minhas mágoas, (sofrimento só meu...)
Essas, não as procureis, porque são só minhas…
Seja de cada qual, aquilo que é seu.

Olhai que as nuvens às vezes vêm escuras
e quantos charcos e danos deixam nas ruas
e nos seres que na vida percorrem…
nessas viçosas flores que aqui permanece,
até parece que trazem às vidas,
a dor que na vida acontece.


 Valdemar Muge

Friday, November 01, 2013

EM CADA INSTANTE


Em cada instante encontro o amor:
Com os olhos inocentes e ternos,
o coração no doce desejo de dar
e as volúveis mãos no afago de acarinhar,
       cada dia tem mais brilho e a noite mais encanto.

Te encontro na inocente criança
que recebe  o afago desejado;
no idoso, o grato carinho que ainda vem,
mas saudoso da mocidade que já não tem
        mas de querer ainda o ser e com todos viver.

Amor, está na mulher que o mundo abraça,
porque tem a ternura que a todos enlaça.
Contigo, vou nos dias sempre amados
na esperança que renova os corações abraçados,
       embalados nas queridas inesquecíveis memórias.

Seremos os seguidores do amor
para que sempre floresça com fervor
em todos os corações:
a doce paz e queridas uniões
        que o mundo tanto precisa e anseia.

Possuiremos a simplicidade das crianças
e teremos o inocente e puro amor, doces carícias;
Tenhamos nos corações a simpatia da afagada mulher,
porque nela floresce o amor,
do seu regaço sai o amor
        que os corações querem ter.

 Valdemar Muge