Já não tenho os teus sorrisos,
já não tenho
os meigos e ternos carinhos;
os teus doces beijinhos
como tu
só sabias dar,
como tu
sabias amar.
Já não tenho
teu doce coração...
hoje, saudade,
nostálgica recordação.
Já não tenho
tuas singelas palavras...
aconselhavas,
as davas;
como eram gravadas dentro de mim,
como as ouvia
e as seguia e queria.
Já não tenho
as tuas suaves mãos
de trabalho e amor,
de prece e dor,
que indicava o caminho a seguir
na vida para a vida prosseguir.
Já não tenho
o teu olhar,
quão triste que a vida te
brotou...
quantas lágrimas te beijo
e regaços de ternuras
teu coração espalhou.
Como tudo soubeste dar
para que sempre te soubesse amar.
Agora, já não te tenho,
contigo levaste o gélido rosto que vi...
mas não levaste
o rosto que cá ficou,
gravado no filho que sou:
o da candura e amor.
Esse, tem o maior valor
dentro deste coração
que sempre, sempre te amou.
Agora,
no rosto,
as lágrimas da saudade
caem...
caem por ti
Mãe...
Mãe.
Valdemar Muge









