Saturday, November 29, 2014

O ROSTO QUE VEJO


Quanto nas ruas povoa a tristeza, a desilusão
e o desespero nos rostos das lágrimas derramadas,
das dolorosas palavras vindas,
dos atos ocorridos ao coração posto…
mas no meio dessa multidão,
vejo o teu rosto de esperança, de paz,
de afeto para todos por onde passais;
vejo-o com a aurora que desponta para a vida,
confiante de que vencerá os obstáculos que lhe surgem.

Na terra dos corações despovoados,
nos escombros e seres mutilados das guerras,
nos charcos apodrecidos das tragédias que o tempo deixa
essas marcas na triste história da humanidade,
haverá uma flor que brotará,
uma flor de esperança,
da vida,
do renascer à luz da fraternidade
que em toda a terra se espalhará.

No teu rosto, o brilho do teu olhar,
encontro-o na vida das fontes e na carícia dos rios,
a serenidade de teu rosto,
na frescura das ondas do mar
e no aconchego da aragem marítima.
Tua presença povoa no vento que nos abraça
e no sol que nos ilumina e nos enlaça.

Neste dilacerado mundo que nas ruas percorro,
sempre haverá uma flor de paz que nascerá,
um coração de amizade que aparecerá,
uma vida que fecundará as raízes do bem querer
e da harmonia.

Valdemar Muge

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