Saturday, April 14, 2012

ESCURA NOITE



Na escura noite,
ouço o choroso grito da desilusão;
o amargo gosto do desespero,
e a triste ilusão da esperança!
Nos diáfanos corpos da escura noite,
latejam os crocitar dos corvos
nos gritos maléficos da vitória.
Essa noite, não!

Com o brilho das estrelas da bondade,
iluminemos as noites adjacentes;
Com a alegria dos justos corações,
venceremos o negro manto da imprudência;
Com as flores da felicidade,
num abraço de fraternal humanidade,
espalharemos as suas pétalas nas nossas noites
(as das fraternidades e amor,)
e elas, as ansiosas, a todos florescerá!
O doce luar brilhará para todos os seres
e a humilde frescura nocturnal
refrescará os corações sensíveis!

Então, todos cantarão
nesta noite serena,
tão amena,
numa desejosa união,
o hino da paz e concórdia.
Aquela escura noite,
clara se tornará em nossos espíritos
e a alvura da felicidade, enfim,
irradiará aos olhos de quem mais a procura e deseja.


Valdemar Muge

Friday, April 06, 2012

PÁSCOA


      

                  Que estas vivências,
                    se tornem realidades encontradas:
                 
Depois da tristeza,
a alegria rejuvenescida;
Depois da mentira,
a verdade tida;
Depois da desavença,
a reconciliação procurada;
Depois da guerra,
a paz desejada;
Depois da maldade,
a justiça encontrada;
Depois da inquietude,
a tranquilidade bem-vinda;
Depois da procura,
o afecto infindo;
Depois do desejo,
o amor querido;
Depois do sofrimento,
a recompensa Divina;
Depois do adeus,
 a chegada à nova vida, de desejos meus!

Da despedida do velho tempo de valores nocivos,
chegaremos sim, à ditosa nova essência encontrada!

Do grande rio das puras e belas águas que deslizam,
surgirá os renovados corações, alegres e felizes!

Trespassemos o muro que separa o iníquo da equidade,
e encontraremos a verdadeira e feliz razão
do encontro desta vida, de que não foi em vão. 
       
        Valdemar Muge

Saturday, March 31, 2012

MUNDO EM PORFIA

Ó indolente gente que existe, acordai
Despertai  os  corações  insensíveis  e  amai!
Vede  o  que  à  vossa  volta  vos  rodeia,
mundo  deplorável  que  se  consome e nos  devora!
Vede  os  oprimidos  na  sua  vexar  dor  sofrerem,
tanta  ignomínia  espalhada,  que  não  ver  querem!
Vede  a  fome  que  tantos  humanos  têm,
tanta  falta  de  pão, que tantos necessitados contêm!
Tanta  fortuna  para  tantos,  tanta  jactância
para  aqueles  que,  à  porta, humildes,  lhes  batem!
Vede  os  cativos  que  procuram  a  liberdade,
que  querem  ser  livres  na  sua  terra...
(e  livre  seja  a  terra  para  todos  os  povos,
nela  mostre o que de mais sublime encerra!)
Vede os cegos que não querem ver este ignóbil mundo,
que  a  Luz  da  Verdade  ilumine  seus  corações,
e  a  compreensão,  desça  ao  seu  íntimo  bem  fundo!
Vede  os  fracos  que  há  luta  fogem,
o  ânimo  lhes  falta,  para  erguerem  o  facho  da  Paz!
Vede  os  impios,  ausentes  da  bondade  e  do  amor,
a  sua  vontade  é  que  governa,  soberba,  sem  pudor!
Acordai  ó  gente,  acordai!
Ouvi  a  voz  da  razão,  a  verdade,  e  gritai!:
      - Agora  estamos  com  os  justos  e  os  amamos!
Damos  a  terra  aos  cativos,  o  sol,  a  liberdade!
Vamos  dar  o  pão  ao  necessitado,
o  amparo  aos  órfãos  e  a  todo  o  desamparado!
Vamos  construindo  um  mundo  melhor,
de paz,  amor  e  liberdade!
Erguemos  nossas  vozes  ao  mundo  em  porfia,
e  abrirmos  nossos  corações, contra o ódio e a maldade!
Assim,  a  paz  vencerá,
e  jamais  o  amor  morrerá!.

Valdemar Muge       

Sunday, March 25, 2012

COM ELAS IREI



Sou da terra das flores, exalando,
com elas nasci, amando-as e cantando!
Sou dos campos floridos, verdejantes...
como os percorri, abraçando-os como amantes!
Sou das janelas floridas, ruas minhas...
rendilhadas, coloridas, tantas tinhas!...
Flores que encanto na vida nos fazem...
também  são saudades que em tantos momentos trazem!
Uma flor, é doçura, é carinho, é amor...
Uma flor, é desejo, é mensagem, é candor!
Quanta alegria são, ó mocidade,
mas também quanta triste saudade.

Com elas ando e vos trago,
pois com elas vim
e com elas irei!


Valdemar Muge

Sunday, March 04, 2012

ONDE ESTOU



Meu rosto, está nestas águas marinhas;
Minhas mãos, estão nesta terra prometida;
Minhas palavras, neste povo de almas tidas;
Meu coração, no teu afecto, terra querida.

Terra que foste meu afago, foste meu berço
e serás saudade que não esqueço...
                            que não esqueço.

Minha alegria, no florir da tua natureza;
Meu pranto, nas chagas da tua pobreza;
Minhas lágrimas, em tuas águas de tristeza;
Minha alma, no encanto da tua beleza.

Teu ser, terra minha, foste minha pátria
e serás saudade que de ti levo...
    essa saudade que sempre guardo.

Minha saudade, na partida da tua juventude;
Meu suor, na labuta por uma vida melhor, porém;
Meu desejo, sempre por a tua suave quietude;
Minha paixão, pela vida que tua terra contem.
    
Foste a essência da minha vida e serás meu repouso;
                        serás saudade quando já não te ouvir...
    quando em ti viver já não posso,
    já não posso.

  
                    Valdemar Muge

Sunday, February 12, 2012

DÁ



Dá!
 Pois crê que receberás a recompensa.
Dá sempre a tua verdade
e receberás a justiça.
Dá a tua alegria
e acolhes a amizade.
Dá a tua paz
e receberás a felicidade.
Dá o teu sorriso
e adquiras a alegria.
Dá o teu carinho
e receberás o afecto.
Dá o teu amor
e apanhas a paz.
Dá a oração
e granjeias o conforto.
Dá o teu préstimo
e consegues a satisfação.
Dá a tua caridade
e receberás a gratidão.
Transmite a tua fé
e obténs o Amor.
Dá o essencial sinceramente, do que somos,
e a Luz da harmonia brilhará em todos os povos.


Valdemar Muge

Sunday, February 05, 2012

DEIXAI-ME




Deixai-me nos ainda campos verdejantes
respirar o cheiro da natureza que me suaviza,
juntos, como dois amantes..

Deixai-me com a Luz solar que na minha alma brilha,
         para guiar os trilhos dos caminhos, para que prossiga.

Deixai-me envolver, deixai...

Deixai-me com as estrelas que seguem meus pensamentos,
companheiras cintilantes de quantos e tantos momentos.

Deixai-me com o mar que me segreda nostalgias,
e com os rios que passam chorando e saudades levam.

Deixai-me com o amor, tão desejado nos corações,
infinito bálsamo o é para os povos, para suas uniões.

Deixai-me estar, deixai-me...

Deixai-me amar O que tudo isto criou;
amar Seu ser que tudo isto é,
para sempre amar e sempre O querer.


Valdemar Muge

Sunday, January 22, 2012

MAR


                                

Procuro nas tuas águas, a fresca paz
que se ouve, que se sente, como a dás…
o sossego na matinal manhã
das espelhadas águas que na areia deslizam
pelos meus pés, contigo, no silêncio, piso.

Procuro agora em ti
porque de outros lados já vim,
a tranquilidade do espírito
que o teu marejar deixa em minhas mãos
e exala sussurramente ao meu coração.

Procuro no teu reclinado dia,
do manso entardecer da colorida luz,
para trazer alguma dessa matizada cor,
guarda-la e sempre a ter e ver
nos momentos da alegria e dor.

Mar este que te ouço,
sempre continuarei em ti
a procurar...
a procurar.


Valdemar Muge


Thursday, January 05, 2012

NOITE DE REIS


Noite serena, fria noite, noite de paz;
 como a recordamos, 
é noite de Reis que faz.
Nesta noite tão querida,
sempre bem-vinda, ouço tua voz
que enlaça o coração
nesta tua canção para nós!
Ouço violinos com melodias,
nesta  noite serena;
Ouço violas tangerem sons amplexos,
saudosa recordação amena.
As vozes cantando, na noite rasgando,
tão belas melodias;
Povo que na rua canta,
a alma se eleva nestes dias.
Canções que passam,
encanto que trespassa,
tradição desta terra;                                                                                                        
Melodias jamais igualadas, 
como são amadas,
que em nós encerra!                                                                                         
Vós que as cantais e que as amais,
mensageiros nesta noite fria;
Encanto que se ouve, nos dá a “troupe”,
tão belas melodias!
Os corações se enlaçam, a alegria abraça,
a  paz  ecoa;
As canções chegam, na rua se elevam,
mensagem tão tua!                                                                                                                                               
A noite tem mais encanto
quando a voz se levanta, para hoje cantar, 
pois a paz e o amor reside,
vinde a esta terra, que é Ovar!
Vinde, juntos,  as mãos dai,
ao Menino  vamos  cantar
cânticos que se ouvirão,
para todos aqueles que queiram amar!


Valdemar Muge

Monday, January 02, 2012

NOVO ANO


Meus braços se abrem a um novo ano que surge,
e encho-me  de  esperança  nesta  aurora  que desponta
vinda pela  estrela que brilha, 
a um novo caminho que desponta,
o da esperança desejada, dum feliz ano que venha.

Ansioso, abraço este novo ano;
minha voz se  eleva  nos  hinos da alegria;
meus passos, correm ao encontro da concórdia,
desejoso da  paz  e  fraternidade.

Abrem-se os corações e mostremos quem somos;
jamais sejamos inconstantes,  mas sinceros;
sejamos os construtores e portadores da  paz;
sejamos verdadeiros, porque só felicidade nos  atrás.

Abro meus braços com a esperança
que  um  melhor ano venha.
A fraternidade entre os povos resplandeça;
a  pungente  miséria,  desapareça;
a  iniquidade  seja  mito                                                              
e a justiça permaneça.

Todas as mãos sejam a união da paz!
Os corações, melhor compreendam o semelhante
e as vozes, na  concórdia, se levante!
No despertar do novo ano,    
germine  para  todos  nós:
A  alegria  do  bem  e  da  paz.

O constante nascimento,
seja o esperançoso futuro renovado.

Valdemar Muge

Tuesday, December 13, 2011

TEMPO DE NATAL



Na aragem que neste tempo passa
e que em mim enlaça,
apanho a força da fraternidade;
abraço a alegria da felicidade,
e guardo a doce maravilha do amor.

Com o espírito brotado do florido ramo nascido
que no coração permanece vindo,
partilharei as pétalas do amor
aos corações de todos os povos,
e com elas, as mágoas das guerras
e da fome, se dissipem!

O renovado Natal,
desejado por todos nós,
permaneça em cada ser,
em cada crer.

Pudesse eu transformar as lágrimas
que além correm,
em doces bálsamos de felicidade e paz.


Valdemar Muge

Feliz Natal e Bom Ano


Monday, December 05, 2011

A ESTRELA











        Estrela...
te creio na boa que nos guia,
na luz que nos ilumina...
Pois sem ela, que de nós seria?

Tens a boa alma que nos protege
que em tantos momentos por ela suspiramos...
o bendito espírito que nos elege.

Tens a força do amor para nascer esse sentimento
que faz enaltecer a nossa vida,
que faz viver tamanho deslumbramento.

Estrela querida que nos segue, não me fujas!
Tua luz que me ilumina, sempre me siga;
o amor, a força da vida, de ti, sempre resplandeça
e em todos se difunde e permaneça.

E a Estrela sempre nos seguirá,
desde que nela sempre acreditamos.

Valdemar Muge

Saturday, November 19, 2011

É PRECISO












É preciso abraçar a terra,
para sentir o sabor do trigo
e a fome desaparecer!
É preciso que as fábricas trabalhem,
porque todos querem viver!
É preciso abraçar a Luz,
para sentir o despertar da vida!
É preciso abrir as escolas,
fonte de saber da vida!
É preciso sentir a força do mar,
para que nos dê o seu alimento!
É preciso subir rios,
ao encontro do que nos possa dar!
É indispensável amar a natureza,
e cultivando sempre a sua beleza!
É urgente rejuvenescer a paz,
a liberdade, o amor,
a afabilidade,
para acabarem as guerras, os ódios,                               
a maldade!
Urge cultivar o amor, a alegria,
a felicidade,
para que desapareça a tristeza, a dor,
a falsidade!
É preciso clamar bem alto,
para que todos acordem e
lutem pela concórdia de todos nós!
É preciso...


Valdemar Muge

Sunday, November 13, 2011

CRIANÇA






                 Criança que corres além,
ale                      alegre, feliz, despreocupada:
aa                       a natureza acariciando-te, sorri.
                           És fruto das pessoas amadas;
                           elo dos corações abençoados
                           de sublime amor, dignas de ser elevadas.
        
                           Não  fujas  ditosa  criança!
                           Tu, que meu olhar alcança,
                           vem   junto   a   mim.
                          Abraça-me, és alvor que sorri;
                          és  vida,   amor,   natureza;
                          és força do afecto, que beleza.
          
                           És  aurora  que  nasce  à  vida;
                           luz  que  à  vida  dás: és  esperança
                           para  que  na  humanidade  haja  amor
                           em   todos   nós,  seja  de  que  raça  for!   
                           Criança, vem! Com amor, tu alcanças
                           a fraternidade que nos é querida!                    
      
                           Criança sim, seja de que raça for!
                           Ser humano que deve ser respeitado,
                           ser da vida que quer ser amado!
                           Criança é amor, dá e quer amor;
                           ela é vida que da nossa nasceu,
                           é amor que a todos nós deu.  

                           
                           Valdemar Muge

Friday, November 04, 2011

COM TUAS MÃOS












Com tuas mãos, abrimos a porta à natureza;
indicaste o caminho florido e silvestre,
a planície e a dura e inclinada calçada,
com a carícia do sorriso de alma amada.

Com tuas mãos, afagamos rios e mar;
abraçamos terra e sol com sonhos para amar;
viajamos nos serenos ventos do amor
salpicados nas tristes lágrimas da dor.

Com tuas mãos, construímos nossos destinos;
moldamos pacientemente nossos seres queridos;
colhemos os frutos que a vida nos deu,
e erguemos tudo que possa ser teu e meu.

Com tuas mãos,
sempre juntos seguiremos...
sempre.


Valdemar Muge   

Monday, October 03, 2011

CAI A CHUVA


Cai a soturna noite triste e fria,
cai a chuva na deserta rua,
cai a tristeza no coração sem alegria
de tantos, quantos a dor é sua.

Cai a chuva nesta triste noite escura,
cai na molhada vidraça o sopro embaciado,
cai a melancolia por quem passa na rua,
talvez alguém que não foi e não é amado.

Na fosca rua que da vidraça reflecte e se vê,
passam tremulas sombras, de crepitantes,
será alguém varejado pelo vento ou quê?
ou alma dolorosa do pesar dos anos pungentes?

Será vida amarga que debaixo da chuva passa,
o frio que a enlaça no seu destino, como triste será...
será criança ou jovem na sua doença que propaga?
Felicidade não será! Vida na rua de noite fria, é dor acolá.

Cai a chuva nestes corações dilacerados,
cai o frio nestas almas que passam, fragilizadas:
São irmãos, quantos um tanto abandonados

            que na vida sofreram e hoje, elas estão despedaçadas.

                                                                      Valdemar Muge

Tuesday, January 04, 2011

RIOS


Ó Graça que tua graça me deixas,
que vens correndo pelos campos seguidos...
não te cansas de refrescar o que beijas,
com o teu murmurar, levas saudades e pedidos.

Tu, ó Cáster que me afagas,
tanto correste e ao meu encontro vieste...
a suavidade e beleza não a largas,
encanto que deixas aos corações e a este.

Sois dois leitos que a natureza vos deu,
águas que levam encantos sem par...
aqui, se juntam como amor só seu,
mas também o espalha em suave sussurrar.

Valdemar Muge

PORQUÊ



Porquê, que  quando estou junto de vós,

meu sentir, outro se esquece e este é que volta?:
Só ouso o teu murmúrio que de ti se solta,
tu e eu, sozinhos, sentimos o que é para nós.

Mergulho minhas mãos nas tuas águas
frescas como da fonte ainda viessem...
mas que sentir o que sinto, elas exprimem,
serão lágrimas deixadas de quantas mágoas?

Olho tuas águas, ó rios de águas claras,
(assim, sempre fossem espelho como hoje as vejo...)
trazes quantas mensagens de quem já não vejo,
palavras queridas, saudades agora por ti vindas.

Sentir este que junto de ti tenho,
desabafos que te guardo dentro do coração...
segredos que me dás como canção
e agora de mim, leva-os para bem longe, correndo.

Levas meu rosto e quanto meu ser
no brilho do sol e na magia da lua.
Tu e eu, dois seres que correm como vida sua,
pois sempre nos encontramos neste sentido viver.

Valdemar Muge

COM A PRIMAVERA

Primavera que à minha porta paraste,
como é bom ter-te e ver que voltaste...
deixaste-me uma flor de amizade
do teu jardim de encanto e alegria,
é abraço que se não esquece, mau seria...
depois de teu desejo: que floresça a felicidade.

Flores primaveris, já não tenho para dar;
dessas, tão viçosas, já não voltam a dar...
pois a primavera, aqui, já foi com a idade.
Dou-te estas simples e sinceras palavras,
são flores que ficaram guardadas,
de quando da saudosa mocidade.

Primavera que vieste e vais embora,
agora, levas a minha ternura por aí fora.
Sejam recordações felizes, queridas,
duma amizade que fica para sempre,
e eu, com a tua mocidade ausente,
fico de ti, com a saudade agora vinda.

Com a saudade
de ti nascida.


NATAL


Caminhamos, e espalharemos fraternalmente:
Em cada olhar, um sorriso;
Em cada gesto, um afecto;
Em cada palavra, uma simpatia;
Em cada necessidade, a partilha;
Para cada coração, um carinho;
Para cada ser, uma fraternidade;
Para cada desejo, a paz fecunda.
Teremos em todos os momentos,
o Natal que desejamos em todos os povos.

Valdemar Muge