Saturday, October 03, 2026

ESTRANHOS OLHOS

 



ESTRANHOS OLHOS

 

Estranhos olhos que passam e não olham…

Passam correndo, perdidos ao vento,

como água do rio, solitária que vai, e não mais se vê.

Passam, talvez, com medo de o olhar perder

o encanto de seu brilho e se ofuscar em quê?

 

Olhai, que para esse vosso simples olhar,

mil rosas esperam para te abraçar,

mil sonhos florescerão que o coração quer cantar,

e, para quantos seres, esperança e alegria, são;

Ou… poderás ser abrigo de alma triste, desiludida,

que com a tua silente luz, a triste melancolia se ilumina.

 

Assim, sem o vosso olhar,

ficam sombras de triste silêncio, vagueando,

ficam mágoas cativas que no coração vão crescendo.

 

Valdemar Muge

OS TEUS OLHOS

 



OS TEUS OLHOS


Não importa que os teus olhos 

não tenham o azul do céu,

com o brilho das estrelas;

Não tenham o verde dos mares,

com o marejar das ondas que suavizam o olhar;

Ou, não tenham o castanho do outono,

para abraçar as folhas da natureza, que dançam.


Mas os teus olhos,

têm a cor do nascer da primavera,

com a alegria do renascer das flores,

e, o reviver do pássaro,

beijando o céu da alegria;

Têm o cantar do nascer da fonte,

que a água segue, dando ao rio poesia;

Têm o olhar risonho,

silentes e de sonhos,

carinhosos que dão felicidade e bondade

a cada ser, a cada coração partilhado.


Não importa a cor,

que importa,

é serem construtores de felicidade,

e  apaziguadores da dor.

 

Valdemar Muge

Sunday, September 27, 2026

O TEU ROSTO


 


O TEU ROSTO

 

Sempre idealizamos a imagem dum rosto querido.

Criamos o desejo de o ter presente, amando.

Um rosto de faces sorridentes 

e doce lábios apaixonados;

Com um olhar carinhoso e brilho afetuoso:

Um rosto querido, 

para sempre estar unido ao nosso.

 

O nosso rosto, por mais que o amamos, 

virá o momento que ele se sente só.

Ele quer ter companhia em cada dia…

Sente desejo de ser abraçado, de ser amado;

Quer partilhar sorrisos e carinhos de alegria,

e, conforto à dor, quando existir.

Um rosto, que mostre a simplicidade da alma 

e o florear do coração.

Um rosto que quebra o silêncio da ausência,

e cante o poema da felicidade.

 

E esse rosto quando o encontramos e o temos, 

fará parte do nosso ser, 

fará parte da nossa vida.

Ele, nunca será ausência, 

porque dele, nasceu o amor:

o sonho silencioso de cada ser

que permanecerá até à eternidade,

e talvez, também, o tenha na outra vida.

 

Valdemar Muge


Monday, August 10, 2026

OS ROSTOS


 OS ROSTOS

Há rostos 

qur jamais são esquecidos, recordações vivas,

que nos ficam na memória para toda a vida.

Quantos rostos guardados,

sempre vivos e são amados

que entram no coração da gente...

rostos que de nós não mais saem da mente,

que são luminosos e nossos eternamente.  

São esses rostos que nos cativam,

que nos encantam,

e á alma, o doce e sublime emcanto se levanta.


Há rostos que têm o olhar da extensão do mar,

navegam nas ondas do verde marejar,

até ao crepúsculo do pôr do sol, possuindo-o a amar;  

há rostos que têm o brilho das estrelas,

adormecem e sonham com elas em tê-las,

e outros,

a frescura das manhãs da esperança de cada dia,

vivendo com a alegria da felicidade,

com a partilha da fraternidade.


Há rostos que brilham na neblina do caminho.

são guia do destino procurado;

são imagem da paz, da tranquilidade esperada;

têm sorrisos espelhados que esvoaçam

como aves e nos pousam suavemente e nos enlaçam;

têm o brilho e o encanto da flor, a simplicidade

e a beleza dos corações apaixonados,

que brotam o odor das ternuras partilhadas.


Há rostos que têm o olhar do silêncio,

a vivência da cândida paz,  

a meditação e oração do Mistério Divino;

têm a louvada beleza da vida, vivida:

dos sulcos do trabalho na terra, da sobrevivência,

da maresia da faina do salgado mar, esperado,

do quotidiano labor do dia-a-dia, pela existência;

têm a sensibilidade da flor, amor e dor,

o livre voo da ave que anseia novos horizontes;

têm a alegria da vida, sentidos que encontraram e viram,

mas quanta dor também que no tempo vivido sentiram.


Oh!, como são belos os rostos que têm a luminosidade da verdade…

a frescura, a beleza, a melodia da sua terra, cantando-a;

que têm a seiva dela ser, nela acreditar e continuar a estar,

e a fluidez no sangue, do amor donde nasceram para amar:

é tesouro guardado que o coração tanto encerra.

É pois, no rosto, que está o retrato vivo do sentir, do seu ser,

peregrino da vida e obreiro aqui na Terra.

Dos rostos, nos apaixonamos, (e tantos são...)

cativos ficamos do ser quando o olhamos.


O teu rosto, amor, tem a vida que me surpreendeu,

a luz do renascer de cada dia,

as auroras da felicidade que finalmente seria..

 

Valdemar Muge

Monday, August 03, 2026

HÁ PALAVRAS


 


            HÁ PALAVRAS  


Há palavras que queremos sempre dentro de nós,

palavras que nascem em cada dia,

no brilho do olhar,

no sentir do coração,

no gesto de carinho partilhado,

que saem de vós e florescem, amando, em nós

Quantas procuramos e ansiamos,

que vêm envoltas na amizade da sinceridade:

têm carinho, ternura, alegria e felicidade;

Outras, brilham, porque trazem esperança

e sonhos desejados;

E, quantas, as mais belas,

têm a melodia do amor, a força do viver.

Quantas palavras dos olhos chorosos,

de olhos tristes, lacrimosos, desgostosos,

nos ficam guardadas em nós;

Quantas são saudades que o coração as alberga,

guardadas de quem delas eram;

Quantas são vida, são força,

são renascer para viver,

são amor, felicidade que se encontra,

desejo e querer que na vida se quer amar!


Sejamos os construtores de palavras sinceras e afetuosas,

para que exista um mundo de paz;

os mensageiros dos que ciam amizade entre os povos;

os possuidores da fraternidade e felicidade.


Valdemar Muge

Monday, June 01, 2026

CONTIGO SEMPRE ESTAREI

 

       "CONTIGO SEMPRE ESTAREI"

 

"Contigo sempre estarei"!

Foi dito e escrito há dois milénios.

Os homens ouviram

para que O acreditassem e crer.

Muitos O seguiram, outros o perseguiram,

Seu espírito sempre estará com a gente;

o Seu ânimo, está na angústia e na dor;

o amparo, na fragilidade e na pobreza;

a presença, no crer e no desejar.

"Eu sou a Vida, a Verdade"!

Pois se temos em cada dia, o Sol, fonte da Vida;

Se temos o ar, a luz, e o renascer do amanhecer;

a vivência humana, e a inteligência em cada ser.

Se temos o sentir da harmonia, e o desejo da alegria,

o bálsamo do afeto, e o possuir do amor e da paz na vida…

maior prova não haverá de Ele estar presente,

ser  a Verdade e vida da gente.

"Eu sou a porta da Esperança, da Ressurreição"!

Quem caminhar nos caminhos da harmonia,

e possuir o silêncio da paz no seu interior;

Quem habitar a Natureza que nos foi oferecida,

lavar as mãos na pureza da água nascida,

e o coração ter a Luz irradiante da Concórdia,

caminhará com a esperança da ressurreição.

Neste mundo de sombras e sonhos,

de vivências e saudades,

somos peregrinos de memórias,

habitantes de tempo de anseios em cada hora.

Construímos ideias, idealizamos imagens,

porque dentro de nós, habita esse espírito,

esse mundo idealizado para a vida presente.


Em nós, está o crer de que idealizamos:

Pois o sonho, é o nascer da esperança;

o crer, é acreditar, é esperar, é permanecer.

Podemos construir o bem e a paz,

(mas como também na ignorância vem o mal);

Podemos viver no espaço que sonhamos,

mas termos que acreditar na existência,

amando todo aquele que imaginamos ter.


Somos cúmplices da existência do universo…

Estamos nele e ele em nós.

Fazemos parte do átomos dessa maravilha infinita,

com um pensar que comanda a vivência,

e uma força do crer que nos acompanha no permanecer.

Seremos então,

possuidores da alma duma vida universal,

na forma humana de uma existência Omnipotente.


Valdemar Muge

Monday, March 02, 2026

SEREMOS CAPAZES


 

SEREMOS CAPAZES

Seremos capazes de imaginar o peso da dor dos que sofrem,

a angústia e a tristeza dos corações dilacerados

do sangue derramado que corre

nos corpos flagelados das guerras e dos crimes…

Cruel dor será esta que o coração suporta!

Sejamos capazes de aliviar as lágrimas dos desamparados,

e a angústia da desilusão acontecida;

a tristeza da ausência de alguém tida,

e a pobreza permanente e tanta escondida…

Seria sinal de almas generosas queridas.

Seremos corajosos,e a pesada Cruz ficará mais leve,

a generosidade e a ternura abraçariam a gratidão,

a coragem do Bem venceria a obscuridade do mal…

e assim, os corações seriam felizes,

e o Amor e a fraternidade venceriam.

Tenhamos em cada escuta,

um abraço de humildade;

em cada olhar, um regaço de ternura;

em cada partilha, um coração de sabedoria…

E no mundo haveria mais alegria.

Valdemar Muge

Tuesday, December 16, 2025

PUDESSE EU


 

PUDESSE EU

 

 

Pudesse eu ver na calçada da rua,

os vossos passos de felicidade com pétalas de alegria,

em vez de sulcos de tristeza, de pobreza,

e lágrimas derramadas em cada dia;

 

ah, se eu pudesse ver no doce e triste olhar,

nesses olhos que por mim passam quase a chorar,

a alegria que então em vós resplendecia!;

 

como queria saber que nesses corações de tanta melancolia,

não terem a alegria de viver,

a primavera que em vós existia...

se pudesse, silenciava as guerras, destruía a maldade,

os ódios, para que houvesse paz e harmonia.

 

Mas são os poetas que sentem o pulsar dos tristes corações,

esse sentir, que flui em doce canto de sua forma de existir;

são eles, quando veem as lágrimas caídas nas faces doloridas,

 as recriam em pétalas de rosas, 

acariciando a tristeza, a melancolia;

são eles, arautos da paz, da harmonia, do amor,

porque sempre sonharam para que não houvesse tanta dor!

 

Valdemar Muge

ADÁGIO POÉTICO

  


ADÁGIO  POÉTICO                     

                                 I

Nas tardes outonais que passam,

passam nuvens tristes, plangentes,

levam saudades que esvoaçaram

de quantos sonhos idos de tanta gente;

essa gente que seus sonhos tiveram,

mas de sonhos não passaram, pereceram..

e quantos também serão meus, que voaram?

Mas no destino acontecido, tido,

para as nuvens seguiram, e lá ficaram perdidos.

Elas passam, e deixam as gotículas de saudade

num rosto lacrimoso de outono, que se sobressai

neste tempo de lembranças,

tempo saudoso que corre e vai.

 

                                         II

 

Nas tardes silenciosas de quando nelas caminho,

a brisa deste mar e o aroma dos loiros campos semeados,

me abraçam, me aconchegam os silêncios de encanto:

o sentir do marejar acariciador na branca areia,

e a música desta terra de louvor e de recantoss de flor,

num aconchego amigo, fraternal, que no coração flui.

São aromas que se sentem, melodias para gente que abraça

esta terra, que nela vive, e que por aqui passa.

                                      III

A natureza me criou, nela cresci, dela sou.

Haverá sempre o semeador para a semente do fruto, da flor,

da árvore, o progenitor da vida em que parte for,

( eles são os criadores da esperança, da sobrevivência da essência.)

Haverá sempre o construtor do progresso, da vivência,

da arte e da sobrevivência em cada dia,

( eles são os artificies da cultura, da inovação que cria.)

Haverá sempre o missionário da paz, do amor, da alegria;

o apaziguador da tristeza, das discórdias e da pobreza.

( os seres de alma sublime que a natureza criou ).

Neste Mundo, haverá sempre uma missão para alguém,

porque dele fazemos parte, destino que a gente aqui tem.

 

                                IV

 

Abençoada visão que vê a luz que me ilumina,

que me cria em cada dia, que me Te faz crer...

razão de eu o ser aqui para um dia de Ti ser.

No silêncio, procuro a razão por que Te quero amar,

e na serena noite, olho o céu, num especial encanto meu,

Te procuro nas estrelas, naquelas que me parecem mais belas:

o teu rosto, o teu olhar, as tuas mãos singelas...

Mas não. Encontro-Te ao meu lado, no amor espalhado

em cada ser, em cada coração,

em cada fraternidade e amor partilhado.

 

                                V

Os meus versos, comigo, viveram uma vida,

com a chama que fui alimentando nesta vivência

das marés, dos ventos, dos tempos tidos...

foram esteios que ficaram gravados,

foram dias do pensar, na minha existência.

Quando não mais poder alimentar essa chama,

a cinza do clamor das letras sentidas,

voará para que destino for...

mas que caiam em chão fecundo, na memória da saudade,

e fortifiquem a seiva das flores da alegria, da paz, da amizade.

No silêncio que então ficará, no vazio do abraço despedido,

flutuará a lembrança de uma alma de sonhos tidos,

das partilhas fraternais e vivências amigas, acontecidas.

 

Valdemar Muge

DITOSAS AS MÃOS


 

DITOSAS AS MÃOS

 

 

Ditosas as mãos que espalham a ternura,

o afeto, a bondade;

que ensinam, que trabalham

e constroem fraternidade.

Elas percorrem caminhos, rasgam luz,

navegam horizontes...

elas passam por ti, em cada dia, em cada instante,

essas ditosas mãos que de muitos de vós serão,

que de muitos de vós na bondade pousarão.

 

São essas carinhosas mãos

que fluem em tempo de felicidade:

que fazem brotar o beijo do amor,

o abraço da paz em cada dia

o sorriso da amizade que perpétua,

a música da alegria da fraternidade,

que falam no silêncio da ternura,

da harmonia que flutua.

 

Essas pequenas mãos que vossas serão,

membros maravilhosos e belos são,

sejam mimosas e quanto tão amorosas,

ou calejadas e em ferida das amarguras do tempo vivido,

mas que sejam humildes e generosas,

para gratas receber a luz do mundo, a da vida.

 

Valdemar Muge